Governo dá luz verde a alterações da ANA para o novo aeroporto. Pistas vão ser mais curtas

O Governo enviou uma carta à ANA a informar que concorda com a maioria das mudanças propostas pela concessionária e pede que esta avance com a preparação do relatório ambiental.

O Governo enviou uma carta à ANA a 16 de setembro onde informa a concessionária de que concorda com a maioria das alterações que esta propôs às especificações do novo aeroporto, na sequência da consulta que foi feita às partes interessadas na nova infraestrutura.

A maioria das propostas de alteração apresentadas pela Concessionária, nove no total, foi considerada pertinente e amplamente consensual“, afirma o Ministério das Infraestruturas e Habitação em comunicado.

O Governo dá como exemplo a abertura para reduzir o comprimento máximo das pistas, o aumento da distância entre as pistas de forma a permitir uma operação tripla independente ou o aumento do número de posições de estacionamento de contacto, que permitem o embarque a pé, e são habitualmente preferidas pelas companhias aéreas low cost.

Duas das propostas vão ainda ser ainda “objeto de análise técnica adicional”. São elas a garantia de uma autonomia de combustível de três dias (em vez de cinco) nas instalações de armazenamento do aeroporto e a dispensa de construção de dois edifícios para as instalações de catering um deles a construir pelo gestor aeroportuário.

As especificações do novo aeroporto de Lisboa estão definidas no Anexo 16 do contrato de concessão, assinado em 2012. O Governo vai, por isso, “encetar todas as diligências legalmente previstas” para atualizar aquele anexo.

Na carta, é expresso que ambas as partes aceitam que a alteração “não configura – nem nos termos da lei, nem nos termos do Contrato de Concessão – um evento gerador do direito da Concessionária à reposição do equilíbrio económico-financeiro do Contrato de Concessão”.

O ministério liderado por Miguel Pinto Luz informou a ANA “que considera viável que esta avance com a preparação dos relatórios subsequentes, nomeadamente o Relatório Ambiental e o Relatório Técnico, com base nas versões otimizadas das especificações que o Estado considera adequadas”. O primeiro tem entrega prevista para janeiro de 2026.

O Governo assinala, no entanto, que a carta “não constitui, nem pode ser interpretada como constituindo, qualquer aceitação expressa ou tácita, do Relatório das Consultas, cuja aceitação ou rejeição ocorrerá no contexto da apreciação da Candidatura Completa”.

A missiva deixa também um apelo à ANA para que atualize as projeções de tráfego que constam da proposta: “Não podemos deixar de notar que o relatório evidencia um desalinhamento entre as expectativas dos ‘stakeholders’ e as projeções de tráfego apresentadas pela concessionária, em particular entre 2035 e 2045”

(notícia atualizada às 19:10)

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