Passe ferroviário verde vendeu 650 mil títulos num ano
O novo título de transporte foi utilizado, no último ano, por mais de 120.000 novos clientes, num total de mais de 650.000 passes vendidos. CP com receita de mais de 13 milhões de euros.
Faz esta terça-feira exatamente um ano da entrada em vigor do passe ferroviário verde. Desde então, foram vendidas mais de 650 mil assinaturas deste título de transporte da CP – Comboios de Portugal, que permite viajar de comboio de forma ilimitada em todo o país por um preço de 20 euros mensais.
Em setembro, segundo um comunicado da empresa pública, registou-se um recorde de assinaturas comercializadas num só mês, num total de mais de 67 mil.
O Ministério das Infraestruturas, em comunicado, adianta que os mais de 650 mil passes vendidos num só ano traduziram-se em mais de 13 milhões de euros de receita para a transportadora ferroviária. Este valor aproxima o Governo de cumprir a promessa de compensar a empresa em 18,9 milhões de euros anuais, via contrato de serviço público com o Estado, pela perda de receita em resultado desta medida.
De acordo com a CP, cerca de metade dos passageiros que viajaram com passe ferroviário verde utilizaram mais do que um serviço. No primeiro ano de funcionamento, foram efetuadas quase 2,2 milhões de reservas nos comboios Intercidades e cerca de 28% dos passes foram adquiridos por novos clientes – percentagem que o Ministério das Infraestruturas detalha representar mais de 120 mil novos clientes.
“A CP está focada em reduzir as barreiras à utilização e, em setembro, reduziu o custo do cartão CP para 0,50 euros nos pedidos online“, indica o ministério tutelado por Miguel Pinto Luz, revelando ainda que a nova app CP, lançada no mês passado, “já representa mais de 25% dos novos pedidos de passe”.
Citado no comunicado, Miguel Pinto Luz sublinha que o passe ferroviário verde é “um produto de sucesso”, ao permitir alcançar o “objetivo de trazer mais pessoas para os transportes públicos” e, assim, atingir as metas da descarbonização. “Os portugueses escolhem hoje mais o comboio como meio de transporte seguro, sustentável e acessível, um caminho que queremos continuar a construir, melhorando a experiência de cada utilizador, agora com a aproximação digital aos serviços prestados”, acrescenta.
No que diz respeito à política de mobilidade, o Governo confirmou recentemente a aquisição de 153 novas automotoras elétricas, das quais 117 já contratualizadas. Além disso, aprovou, em reunião do Conselho de Ministros, a antecipação da opção de compra de mais 36, o que resulta na maior compra de comboios de sempre e permite acelerar a modernização da frota da CP.
O passe ferroviário verde, que entrou em vigor em outubro de 2024, permite viajar nos serviços regionais e inter-regionais, bem como nos comboios urbanos de Coimbra, Lisboa e Porto e em viagens em segunda classe nos intercidades. Neste último caso, a reserva do lugar deve ser feita nas 24 horas anteriores à partida, sendo que só é permitido reservar um lugar por viagem, até um máximo de duas viagens diferentes por dia.
Nos urbanos de Lisboa e Porto, o passe é válido apenas nas linhas não abrangidas pelos passes intermodais metropolitanos — respetivamente, o Navegante e o Andante, ambos com um preço de até 40 euros. Assim, este título de transporte ferroviário abrange somente a linha Carregado — Azambuja em Lisboa e os percursos Vila das Aves — Guimarães, Paredes — Marco de Canaveses, Paramos — Aveiro e Lousado — Braga no Porto.
Fora do âmbito do passe ferroviário verde ficam os serviços do Alfa Pendular, Internacional Celta, primeira classe nos comboios intercidades e inter-regionais e nos urbanos de Lisboa e Porto dentro das áreas metropolitanas. O valor mensal de 20 euros não está sujeito a acumulação de descontos e a validade do título de transporte — que tem de ser carregado no Cartão CP+ — é de “30 dias consecutivos a partir da data da sua aquisição”.
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