A morte de Francisco Pinto Balsemão na imprensa internacional

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A notícia da morte do antigo primeiro-ministro que foi conhecido durante décadas como "patrão dos media" não escapou ao radar de vários meios de comunicação social internacionais.

Francisco Pinto Balsemão morreu esta terça-feira, aos 88 anos. A partida do antigo primeiro-ministro e fundador do Expresso e da SIC não passou despercebida lá fora, tendo feito eco junto de parte da imprensa internacional.

Além de amplamente divulgada nos media nacionais, a morte daquele que foi conhecido durante décadas como “o patrão dos media” foi notícia também no país vizinho, com o El País a dar conta de que tinha morrido “um líder da geração que fez a transição para a democracia“.

Mas a notícia já chegou também ao outro lado do Atlântico, principalmente através da Associated Press, que noticiou que tinha falecido “o ex-primeiro-ministro de Portugal num período turbulento pós-golpe, que se retirou da linha da frente da política e criou um império de media nacional”. A notícia da agência de notícias norte-americana, que apresenta depois um resumo do percurso de Francisco Pinto Balsemão, foi republicada por outros meios, como a ABC ou o Washington Post.

A morte do ex-primeiro-ministro português, “uma das figuras políticas mais influentes de Portugal e fundador de um império mediático nacional”, foi também noticiado pela Bloomberg.

A contribuir para a notoriedade internacional do falecimento desta “figura ilustre da política portuguesa”, está também a notícia da Globo, que começa por destacar a condecoração de Balsemão com a Grã-Cruz da Ordem de Camões pelo presidente Marcelo Rebelo de Sousa por “serviços relevantes para a conservação dos laços das comunidades portuguesas com Portugal”, antes de resumir o seu percurso e conquistas.

Também o chairman do grupo de media britânico Daily Mail and General Trust (DMGT) disse hoje à Lusa que Francisco Pinto Balsemão “foi um homem extraordinário” e um amigo leal, “cujos conselhos eram sempre sinceros, inteligentes e sábios”. O visconde Rothermere, presidente do Conselho de Administração da dona do Daily Mail destacou que “Francisco foi um homem extraordinário que, de muitas maneiras, representou a jornada que seu país percorreu ao longo do último século”.

Nas suas palavras, classificou o fundador do grupo Impresa de “extremamente inteligente e independente, além de sábio e gentil”. Francisco Pinto Balsemão “nunca deixou que a adversidade o atrapalhasse, mas encarava os desafios como uma forma de crescer e ter sucesso como pessoa e nos negócios”, prosseguiu o gestor.

Francisco Pinto Balsemão, chairman da Impresa, antigo primeiro-ministro e fundador do Expresso e da SIC, morreu de causas naturais esta terça-feira, aos 88 anos, tendo “os seus últimos momentos” sido “acompanhados pela família”.

Foi um dos fundadores, com Francisco Sá Carneiro, do Partido Popular Democrático (PPD), mais tarde Partido Social Democrata PSD), em 1974, era, até hoje, o seu militante número um, e era atualmente membro do Conselho de Estado, órgão de consulta do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

A sua última intervenção política, já doente, aconteceu há exatamente 35 dias, em 16 de setembro, através de uma mensagem escrita de apoio ao candidato presidencial Luís Marques Mendes, ex-presidente do PSD.

Entretanto, o Governo já decretou dois dias de luto nacional pela morte de Francisco Pinto Balsemão, a cumprir esta quarta-feira e quinta-feira, uma decisão já promulgada pelo Presidente da República. O velório será esta quarta-feira, entre as 18h30 e as 22h00 no Mosteiro dos Jerónimos e a missa será amanhã, quinta-feira, às 13h00.

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