Reações à morte de Francisco Pinto Balsemão: “Um fundador do jornalismo livre”, “Portugal nunca o esquecerá”

+ M e Lusa,

As reações à morte de Francisco Pinto Balsemão continuam a multiplicar-se. "Um fundador do jornalismo livre", "O país deve-lhe muito, apesar de (muito provavelmente) não ter essa noção", são exemplos.

Estamos todos unidos no mesmo sentimento de perda porque todos fizemos parte da sua família: mulher, filhos e netos, mas também os muitos profissionais que colaboraram ou colaboram com a Impresa .E a perda não é só para nós. É também para todo o setor, como figura ímpar e visionária da comunicação social, e para o País, como um dos pais fundadores da nossa democracia e que tanto contribuiu para o desenvolvimento da sociedade civil portuguesa”, escreveram Mónica Balsemão, Henrique Balsemão, Francisco Maria Balsemão, Joana Balsemão e Francisco Pedro Balsemão, os cinco filhos do fundador do Expresso e da SIC, na mensagem enviada esta manhã aos trabalhadores da Impresa.

Francisco Pinto Balsemão, recorde-se, morreu esta terça-feira, aos 88 anos. O velório é esta tarde, entre as 18h30 e as 22h00, no Mosteiro dos Jerónimos, e a missa será amanhã, quinta-feira, às 13h00, presidida pelo cardeal patriarca de Lisboa emérito, D. Manuel Clemente. Com o país em luto nacional, as reações à morte do também antigo primeiro-ministro têm sido uma constante.

“Portugal não o esquece. Portugal nunca o esquecerá”

Na primeira reação oficial ao desaparecimento de Francisco Pinto Balsemão, o Presidente da República escreveu uma nota de pesar. “Portugal perdeu, hoje, uma das personalidades mais marcantes dos últimos sessenta anos. Na política, na sociedade, na afirmação da liberdade de expressão e de imprensa”, escreveu Marcelo Rebelo de Sousa. “Na afirmação da liberdade de expressão e de imprensa, militando contra a censura e o exame prévio, fundando o Expresso antes do 25 de Abril, criando um novo grande grupo de comunicação social, elaborando a primeira lei de imprensa democrática, integrando o Conselho de Imprensa, lançando a SIC, revolucionando o que era a informação no final da ditadura e no início da Democracia”, acrescentou Marcelo. A nota termina com as frases “Portugal não o esquece. Portugal nunca o esquecerá”.

“Francisco Pinto Balsemão parte como sempre quis ser recordado: homem de princípios, de coragem e de palavra”

Luís Montenegro, avisado sobre a morte de Francisco Pinto Balsemão em pleno Conselho Nacional do PSD, fez as primeiras declarações sobre o militante número 1 e fundador do partido. “É uma notícia muito triste de alguém que foi sempre muito próximo e muito presente, até ao fim. Sempre. Com uma palavra amiga de estima de apreciação de análise, em todas as campanhas eleitorais e em todos os momentos nunca escondeu os seus pontos de vista e nos espicaçava para aprofundar os valores da social-democracia à luz do que era a situação do país e da Europa”.

Numa nota de pesar enviada às redações, o PSD manifesta “profundo pesar” pelo falecimento do militante n.º 1 e fundador do partido, que descreve como “uma das figuras maiores da democracia portuguesa”. “Francisco Pinto Balsemão parte como sempre quis ser recordado: homem de princípios, de coragem e de palavra”, escrevem os social-democratas.

Democracia, parlamento e país prestam-lhe tributo

O presidente da Assembleia da República afirmou que a democracia portuguesa, o parlamento e o país prestam tributo a Francisco Pinto Balsemão, considerando que impressionou Portugal com a sua energia, sagacidade e espírito de inovação. “Até ao fim dos seus dias, Francisco Pinto Balsemão impressionou o país com a sua energia, sagacidade e espírito de inovação. A democracia, o parlamento e o país prestam-lhe tributo e agradecem a sua vida de serviço público”, refere-se na nota de pesar de José Pedro Aguiar-Branco, publicada no site oficial da Assembleia da República.

O “político português mais cosmopolita da sua geração”

O antigo primeiro-ministro e presidente do PSD Durão Barroso lembrou já esta quarta-feira Francisco Pinto Balsemão como um “fundador da democracia”, destacando o legado de liberdade daquele que considera ter sido o “político português mais cosmopolita da sua geração”.

Ele foi não apenas fundador de um dos maiores partidos portugueses, o PPD/PSD, foi também, nessa qualidade, um fundador da nossa democracia. Mas já antes do 25 de Abril de 1974, tinha sido fundador do jornal Expresso, um dos títulos mais influentes da comunicação social portuguesa, que foi essencial também na altura para a afirmação da liberdade, num regime que ainda não reconhecia essa liberdade”, frisou Durão Barroso em declarações à agência Lusa.

Durão Barroso sublinhou também a sua relação de amizade e companheirismo de “muitas lutas políticas” com Pinto Balsemão e recordou o militante número um do PSD como “o político português mais cosmopolita da sua geração”. Pinto Balsemão, lembrou o antigo presidente da Comissão Europeia, era “aquele que tinha mais relações internacionais, não só na política, mas na economia, nas empresas, na comunicação social, a nível europeu e a nível global”.

“Era um homem com uma rede importantíssima e diversificada de contactos, alguém que combinava esse cosmopolitismo com, obviamente, o amor ao seu próprio país, a Portugal. Era alguém que tinha uma paixão grande pela liberdade e, sobretudo, uma paixão pela vida, que tinha uma grande curiosidade intelectual, curiosidade intelectual que ia para além da política”, sublinhou. Durão Barroso considera que Balsemão deixa um legado de “paixão pela liberdade”, mesmo nas “funções, por vezes, contraditórias e difíceis” que tinha na política e na comunicação social.

Associação de Imprensa destaca legado na política e comunicação social

A Associação Portuguesa de Imprensa (API) destacou o legado de Francisco Pinto Balsemão no jornalismo, na comunicação social, no empreendedorismo e na política. Numa nota publicada na sua página na Internet, a Associação Portuguesa de Imprensa manifestou “o seu profundo pesar” pelo falecimento de Francisco Pinto Balsemão.

“Advogado de formação, jornalista por vocação e empresário de referência, foi fundador do Expresso e do Grupo Impressa”, realçou a Associação. A Associação lembrou que enquanto profissional e dirigente político, Pinto Balsemão foi um defensor da liberdade de imprensa e da autonomia dos jornalistas, valores que sempre considerou pilares fundamentais da democracia.

“Em 2023, por ocasião das comemorações do Dia Nacional da Imprensa, a Associação Portuguesa de Imprensa teve a honra de distinguir Francisco Pinto Balsemão com o Prémio Carreira de Excelência, reconhecendo o seu contributo excecional e a influência determinante que exerceu sobre várias gerações de profissionais da comunicação social”, é referido na nota.

“Cumpre a todos os que trabalham no setor nunca deixar cair o exemplo e o legado de Francisco Pinto Balsemão em prol da independência dos media e da liberdade de informação dos jornalistas”

O Conselho de Administração da RTP também manifestou “o seu mais profundo pesar pela morte de Francisco Pinto Balsemão, fundador e presidente do maior grupo privado de media em Portugal”:

Ao longo do seu trajeto, sempre defendeu que a autonomia financeira dos projetos editoriais era essencial para preservar a sua independência de todos os poderes e deu provas de que aplicava a si mesmo essa defesa da liberdade de informação, mesmo quando era ele o objeto das notícias dos media”, escreve no comunicado enviado aos media.

“Sempre atento aos novos desenvolvimentos no setor, dedicou os últimos anos a acompanhar as transformações radicais que o setor dos media foram conhecendo em todo o mundo, nomeadamente na área digital, com implicações profundas nos antigos modos de produção”, prossegue a administração da RTP.

“A Francisco Pedro Balsemão, atual CEO do Grupo Impresa, aos seus familiares e a todos os colaboradores do Grupo Impresa, o Conselho de Administração da RTP apresenta as suas condolências e considera que cumpre a todos os que trabalham no setor nunca deixar cair o exemplo e o legado de Francisco Pinto Balsemão em prol da independência dos media e da liberdade de informação dos jornalistas“, conclui a equipa liderada por Nicolau Santos.

“Tinha uma noção estratégica daquilo que deve ser o posicionamento da comunicação social livre, independente e responsável”

“Guardo a memória de um homem que foi um fundador da democracia portuguesa, um fundador do jornalismo livre e um lutador até ao fim da liberdade de imprensa”, assinalou José Luís Ramos Pinheiro, administrador do Grupo Renascença Multimédia, na Rádio Renascença.

Francisco Pinto Balsemão também “sabia escutar” e “tinha uma noção estratégica daquilo que deve ser o posicionamento da comunicação social livre, independente e responsável”.

José Luís Ramos Pinheiro prossegue recordando a faceta de “perguntar” do fundador do grupo Impresa.“Sabia perguntar, perguntava muitas vezes porque queria ir mais longe. Saber foi uma curiosidade que se manteve até ao fim da sua vida”, afirma na estação.

“O país deve-lhe muito, apesar de (muito provavelmente) não ter essa noção”

“O Dr. Francisco Pinto Balsemão está entre as mais relevantes personalidades da segunda metade do século XX português. Para além de jornalista e político, foi um pioneiro no negócio dos media”, escreve no LinkedIn Salvador Ribeiro, CEO Bauer Media Audio Portugal

“Criou, inovou e arriscou em marcas e formas de fazer jornalismo e entretenimento muito relevantes. O país deve-lhe muito, apesar de (muito provavelmente) não ter essa noção. Cabe aos nossos líderes garantir que a sua relevância para Portugal não é esquecida”, aponta o gestor.

“Temos de lhe agradecer a coragem, a inovação, a visão sempre sobre o futuro do país e dos media”

A marca que nos lega é de uma dimensão ainda difícil de avaliar. O seu contributo para o Portugal moderno que somos hoje, para a democracia e a liberdade que vivemos no nosso país, e para a imprensa e comunicação social dinâmica e atuante que conseguimos construir e manter, nunca o poderemos esquecer“, escreveu Luís Mergulhão, CEO do Omnicom Media Group Portugal, na sua página do LinkedIn.

“Temos de lhe agradecer a coragem, a inovação, a visão sempre sobre o futuro do país e dos media. Portugal fica-lhe a dever muito. A todos nós, cidadãos, cabe-nos deixar uma palavra imensa de gratidão e de respeito. Sentidos pêsames à família, uma palavra de alento para os profissionais da comunicação social de hoje”, concluiu.

“O primeiro presidente do ACP a colocar a política fora do clube”

O Automóvel Club de Portugal (ACP) lembrou o antigo presidente, Francisco Pinto Balsemão, como o primeiro líder a colocar a política fora do clube, determinante para garantir estabilidade numa altura de profundas mudanças sociais e políticas. “Entre 1974 e 1979, Francisco Pinto Balsemão exerceu com elevada distinção o cargo de presidente do Automóvel Club de Portugal, num período particularmente exigente e politicamente conturbado da história nacional”, referiu o ACP, numa nota de pesar enviada à comunicação social.

A instituição salientou que Balsemão “foi o primeiro presidente do ACP a colocar a política fora do clube, preservando a sua independência e tornando-o uma referência de idoneidade institucional”, e com “a sua liderança serena, firme e visionária foi determinante para garantir a estabilidade” do clube “durante uma fase de profundas mudanças sociais e políticas”. O seu mandato ficou também marcado pela retoma das provas desportivas internacionais, nomeadamente o Rally de Portugal, e a grande operação de repatriamento de viaturas das ex-colónias, realçou o ACP.

“Foi um baluarte da democracia portuguesa”

O gestor e ex-banqueiro António Horta Osório afirmou que Francisco Pinto Balsemão foi um baluarte da democracia portuguesa e um defensor intransigente da liberdade de imprensa, considerando que Portugal fica mais pobre. “Francisco Pinto Balsemão foi um baluarte da democracia portuguesa e um defensor intransigente da liberdade de imprensa“, disse António Horta Osório, numa reação à sua morte, enviada à agência Lusa.

“Portugal fica hoje mais pobre”, concluiu o gestor, que há cerca de um ano renunciou ao cargo de administrador da Impresa para se dedicar à sua atividade internacional.

“Um exemplo a vários níveis do que de melhor o país nos deu”

O antigo secretário de Estado do Cinema, Audiovisual e Media Nuno Artur Silva afirmou à Lusa que Francisco Pinto Balsemão é “uma referência absoluta da democracia” portuguesa e que o seu papel é insubstituível.

“O Francisco Pinto Balsemão é uma referência absoluta da democracia portuguesa, desde logo ainda antes da democracia”, começou por dizer Nuno Artur Silva, que tutelou a pasta dos media e foi administrador da RTP.

Nos últimos tempos do Estado Novo já ele era um defensor da liberdade, quer como figura política, quer como figura da imprensa, com a fundação do Expresso e foi sempre, como jornalista, como empresário, como político, uma figura de referência“, sublinhou.

Num momento em que precisamos de figuras de referência, a perda de Francisco Pinto de Balsemão lembra-nos como elas nos fazem falta e como, de facto, o papel dele é insubstituível nos nossos 50 anos de democracia, quer como fundador do Expresso, quer como fundador da primeira estação de televisão privada“, recordou ex-governante. Nuno Artur Silva sublinhou que aquilo que sempre lhe foi reconhecido foi “o facto de ele ser (…) uma pessoa democrata e uma pessoa que prezou, acima de tudo, a liberdade e, dentro da liberdade, a liberdade de imprensa”.

“Eu, pessoalmente, cruzei-me com ele várias vezes e, para além disso, tenho a dizer que ele também tinha outra qualidade que infelizmente vai sendo rara, que era um cavalheiro e era uma pessoa que respeitava o outro e que dialogava e que era capaz, mesmo com pessoas com quem não concordava, de manter, digamos, o nível de civilidade e o nível democrático”, enfatizou.

Francisco Pinto Balsemão “foi um exemplo a vários níveis do que de melhor o país nos deu em termos, desde logo, da atividade que exerceu, sobretudo, como empresário da comunicação social, como político e como jornalista“.

“Foi pioneiro na criação de um espaço mediático livre, plural e de excelência”

O ‘chairman’ e a presidente executiva (CEO) da Sonae afirmaram à Lusa que Portugal perdeu na terça-feira uma “figura maior” da democracia e da sua liberdade com a morte de Francisco Pinto Balsemão, “um homem com visão”. Francisco Pinto Balsemão “foi um homem de visão, coragem e serviço público — um dos construtores do Portugal moderno“, prosseguiram os dois gestores, numa mensagem conjunta à Lusa.

No seu percurso político, teve um papel decisivo na consolidação da democracia, e como primeiro-ministro marcou uma era de compromisso institucional e de defesa dos valores democráticos”, sublinharam. No jornalismo e nos media “deixou uma marca incomparável: fundador do Expresso e da SIC, foi pioneiro na criação de um espaço mediático livre, plural e de excelência“, destacam.

Paulo Azevedo e Cláudia Azevedo apontam que a “sua defesa intransigente da liberdade de imprensa foi, e continuará a ser, uma referência para todos os que acreditam que uma sociedade informada é a base de uma democracia sólida“. Na Sonae, “reconhecemos em Francisco Pinto Balsemão um exemplo de liderança com propósito e impacto, cujos valores de independência, integridade e inovação espelham muitos dos princípios que procuramos viver no nosso dia a dia“.

A visão de Francisco Pinto Balsemão “ajudou a moldar o país onde crescemos, vivemos e construímos”, sublinham ainda. “O país perde uma referência e a nossa família perde um amigo. À família Balsemão deixo, com enorme respeito e carinho, os nossos sentimentos e um abraço sentido”, remataram o presidente da Sonae e a CEO do grupo.

“Mesmo que só tivesse feito o Expresso já teria lugar na história”

Os neurocientistas António e Hanna Damásio afirmaram, em declarações à Lusa, que se nada mais tivesse feito do que inventar o Expresso, Francisco Pinto Balsemão teria assegurado o seu lugar na história.

Se nada mais tivesse feito do que inventar o Expresso, Francisco Pinto Balsemão teria assegurado o seu lugar na história da vida portuguesa“, afirmam os neurocientistas. “Mas uma tal garantia em nada reduz a profunda tristeza com que a morte do nosso amigo Francisco nos abala”, afirmam.

Vasp recorda “papel decisivo” na defesa da distribuição da imprensa

Também a Vasp recordou o “papel decisivo” que Francisco Pinto Balsemão teve na criação da empresa e na “defesa firme” da sua missão de distribuir a imprensa num período de afirmação da democracia.

“A Vasp lamenta profundamente o falecimento de Francisco Pinto Balsemão, recordando com gratidão o seu papel decisivo na criação da empresa, em 1975, e na defesa firme da sua missão de distribuir a imprensa num período crucial de afirmação da democracia e da liberdade em Portugal”, lê-se numa nota divulgada pela distribuidora de publicações.

Apresentando condolências à família, amigos e colaboradores da Impresa, a Vasp recorda a “coragem, visão e determinação” de Balsemão “na construção de uma estrutura que garantisse o acesso à informação a todos os portugueses”. “Um legado que – enfatiza – a Vasp respeita e honra até aos dias de hoje”.

CIP destaca contributo para tornar Portugal um país mais aberto

A CIP (Confederação Empresarial de Portugal) destacou hoje o contributo de Francisco Pinto Balsemão para tornar Portugal um país mais aberto, com maior concorrência e maior escrutínio.

Em comunicado, a CIP exprime o seu pesar pela morte na terça-feira do “empresário Francisco Pinto Balsemão, jornalista e um dos pais fundadores da democracia portuguesa”.

Francisco Pinto Balsemão cultivou sempre, em todas as atividades políticas, empresariais e jornalísticas a que se dedicou, os valores da liberdade, da tolerância e do liberalismo, tendo dado contributos muito relevantes para tornar a sociedade e a economia portuguesas mais abertas e com mais concorrência“, adianta a CIP.

A CIP considera ainda que “como primeiro-ministro teve uma intervenção decisiva na revisão constitucional de 1982, a qual diminuiu a carga ideológica da primeira versão da Constituição da República Portuguesa, permitiu alguma flexibilização da atividade económica e substituiu o Conselho da Revolução pelo Tribunal Constitucional, elementos que foram decisivos para a normalização do país e para a consolidação do seu processo democrático e da sua abertura ao exterior”.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comentários ({{ total }})

Reações à morte de Francisco Pinto Balsemão: “Um fundador do jornalismo livre”, “Portugal nunca o esquecerá”

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião