Mota-Engil falha concessão de 627 km de estradas no Brasil
Grupo de construção português foi um dos quatro interessados para a concessão de um lote de estradas no Brasil, com um investimento previsto de 2,5 mil milhões de euros, mas não venceu o leilão.
Depois de em setembro ter conseguido arrematar a construção de um túnel imerso no Brasil, a Mota-Engil desta vez não ganhou o leilão para a concessão de um lote de estradas no país com uma extensão de 627 quilómetros, no Paraná. Concessões têm um prazo de 30 anos.
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A Mota-Engil foi um dos quatro grupos que disputaram o leilão do lote 4 do programa de concessões rodoviárias do Paraná, realizado em esta quinta-feira, tendo acabado por perder para a EPR, que ofereceu um desconto de 21,3% sobre a tarifa básica das portagens. Motiva, anterior CCR, e o grupo Pátria eram os outros interessados.
A concessão tem um investimento previsto de 16 mil milhões de reais (2,5 mil milhões de euros) e prevê a duplicação de mais de 231 km, 87,11 km de faixas adicionais, 39,49 km de desvios, 74 passagens pedonais, 174 paragens de autocarro, oito passagens para animais, 18 barreiras acústicas, 28 caixas para contenção de produtos perigosos, entre outras obras de modernização e melhoria.
O projeto é o quinto bloco de rodovias do Paraná que vai a leilão. Desde 2023, já foram arrematados os lotes 1, 2, 3 e 6, cuja concessão foi justamente atribuída aos três concorrentes da Mota-Engil no leilão que decorreu esta quinta-feira. A Pátria arrematou o lote 1, a Motiva o lote 3 e a EPR conquistou os lotes 2 e 6.
Na próxima semana, está prevista a licitação do último lote do Paraná, o bloco 5, com troços que ligam Guaíra e Maringá a Cascavel e que implicam um investimento 6,7 mil milhões de reais (1,07 mil milhões de euros). Os interessados a esta concessão serão conhecidos na próxima segunda-feira.
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