Candidaturas ao cheque de formação digital prolongadas até junho de 2026
Candidaturas ao cheque de formação digital deveriam ter terminado em setembro, mas, tal como o ECO avançou em primeira mão, foram adiadas até dezembro. E agora são novamente adiadas para junho.
Afinal, os trabalhadores têm até junho do próximo ano para pedir o cheque de formação digital, medida que dá até 750 euros a quem faça formação, por exemplo, em cibersegurança ou marketing digital. Num episódio recente do podcast “Trinta e oito vírgula quatro” do Trabalho by ECO, Luís Ribeiro, responsável pela Equipa de Projeto Emprego+ Digital do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), já tinha sinalizado que poderia haver o prolongamento de seis meses das candidaturas, que agora é oficial.
O cheque de formação digital foi anunciado no verão de 2023 (ainda pelo Governo de António Costa), com vista a “apoiar o desenvolvimento de competências e qualificações no domínio digital dos trabalhadores” através da atribuição de um apoio até 750 euros.
Todos os trabalhadores “independentemente do vínculo” (trabalhadores dependentes, independentes, empresários em nome individual ou sócios de sociedades unipessoais) podem apresentar candidatura, sendo que esta medida abrange formação feita tanto presencialmente, como em regime remoto ou misto.
As candidaturas arrancaram em setembro de 2023 e estava previsto que terminassem em setembro deste ano. Esse prazo foi, porém, alargado até ao fim de 2025, como avançou o ECO em primeira mão. E agora é novamente prolongado até junho de 2026.
“Podem ser submetidas candidaturas que visem ações de formação profissional no domínio do digital, sendo de atender como a data de limite máximo para a conclusão da formação 30-06-2026“, lê-se no site do IEFP.
É de notar que, questionado pelo ECO, o Governo já tinha admitido prolongar esta medida. E, recentemente, também o responsável pela Equipa de Projeto Emprego+ Digital do IEFP tinha realçado essa possibilidade, dizendo: “Se calhar, durante as próximas semanas, poderemos ter novidades sobre uma nova e potencial prorrogação, pelo menos, até junho de 2026″.
No podcast do Trabalho by ECO, Luís Ribeiro fez também um balanço desta medida, adiantando que, até agora, o IEFP recebeu mais de 14 mil candidaturas, das quais seis mil estão já pagas. “Já vamos com quatro milhões de euros efetivamente pagos. Temos cerca de sete milhões de euros comprometidos“, detalhou o responsável.
Ao abrigo desta medida, o formando tem de pagar à partida a formação e só depois recebe o apoio do IEFP (até 30 dias após o pedido de encerramento). Essa lógica tem gerado críticas à medida.
“Sabíamos que, se não houvesse esse tipo de compromisso por parte de quem se candidatasse à medida, iríamos ter milhares, milhares e milhares de candidaturas, e, depois, no final poderia não ser concretizada a formação”, explicou Luís Ribeiro.
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