Companhias aéreas devem 145 milhões a passageiros por atrasos e cancelamentos

  • ECO
  • 24 Outubro 2025

Até setembro, dos 187 mil voos que partiram dos aeroportos portugueses, mais de 67 mil foram impactados por atrasos e cancelamentos, 11% acima do mesmo período de 2024. Humberto Delgado é o pior.

O valor de indemnizações que as companhias aéreas têm a pagar aos passageiros por atrasos e cancelamentos de voos ascende a 145 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano. Entre janeiro e setembro, dos 187 mil voos que partiram dos aeroportos portugueses, 36% sofreram irregularidades. No total, foram mais de 67 mil os voos impactados por atrasos e cancelamentos, um aumento de 11% face ao mesmo período de 2024.

Segundo os dados fornecidos pela AirHelp ao Diário de Notícias (acesso pago), nos primeiros nove meses deste ano partiram dos aeroportos 27 milhões de passageiros, dos quais 36% sofreu disrupções — ou seja, 9,5 milhões de pessoas que voaram a partir de Portugal enfrentaram algum problema, mais 10% em termos homólogos. Destas, perto de 364 mil são elegíveis para receber uma compensação ao abrigo do regulamento dos direitos dos passageiros aéreos de voos operados na União Europeia.

Olhando às infraestruturas, no aeroporto de Lisboa, o maior do país, 44,3% dos voos sofreram alguma irregularidade até setembro. “O aumento significativo das perturbações [em Lisboa] foi impulsionado principalmente pela enorme pressão sistémica e pelos problemas laborais na principal porta de entrada da capital. A escassez de pessoal no setor da aviação (tripulações, pessoal de terra, controlo de fronteiras) durante a época alta do verão criou enormes congestionamentos, levando a filas de horas e inúmeros voos com perturbações”, diz Pedro Miguel Madaleno, advogado da empresa que atua nos direitos dos passageiros.

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