Governo volta a anunciar centro de terapia à base de protões no Porto
Portugal vai ter o primeiro Centro Nacional de Protonterapia, permitindo que os doentes oncológicos possam fazer o terapia à base de protões no país em vez de terem de se deslocar ao estrangeiro.
Num “investimento superior a 80 milhões de euros“, Portugal vai ter o primeiro Centro Nacional de Protonterapia até 2029. Este centro de referência no país na área da terapia de protões, a erguer no IPO do Porto, resulta de “uma importante doação de uma fundação”, e de verbas deste hospital oncológico e do PT2030 da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), avançou esta sexta-feira a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, durante o briefing após o Concelho de Ministros.
Este centro de terapia do cancro com protões, a instalar no IPO do Porto, já tinha sido anunciado a 24 de outubro de 2024 pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, na cerimónia de assinatura do acordo de compromisso com a Fundación Amancio Ortega (FAO), o IPO Porto e o Governo português para a criação deste primeiro Centro Nacional de Protonterapia em Portugal.
Esta sexta-feira, a ministra da Saúde referiu que só foi possível avançar com este centro de referência “devido à doação de uma fundação [sem divulgar qual] e também [graças] a verbas do IPO Porto, do PT2030 ao nível da CCDR Norte”. Sabe-se, contudo, que a instituição doadora é a espanhola FAO.
Vai permitir investigação, formação e tratamento dos doentes oncológicos, sobretudo na área da pediatria.
Na ocasião, foi ainda revelado que a FAO assumiria o compromisso de doar 80 milhões de euros para a compra de dois aceleradores de protões, “num dos maiores atos de mecenato de sempre em Portugal”, lê-se na página de internet do IPO Porto. O investimento em infraestruturas seria suportado quase na sua totalidade por fundos comunitários provenientes do Programa Regional Norte 2030.
Segundo Ana Paula Martins, “há poucos países na Europa que tenham este centro de tratamento à base de protões”.
O primeiro centro de terapia do cancro com protões do país vai permitir abrir portas para a “investigação, formação, e tratamento dos doentes oncológicos, sobretudo na área da pediatria”, notou a governante com a pasta da Saúde.
Esta terapia tem a mais-valia de “ter menos efeitos adversos e maior valor terapêutico do que o tratamento convencional”, destacou. Segundo o IPO, trata-se de uma técnica de radioterapia inovadora e de maior precisão, com menos efeitos secundários do que a radioterapia convencional, atualmente inexistente em Portugal.
Por outro lado, salientou a ministra, este novo centro vai “evitar que vários dos nossos doentes tenham de atravessar fronteiras para ir a outros países fazerem este tratamento”.
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