Depósitos a prazo batem novo recorde acima dos 112,6 mil milhões de euros

Bancos pagam cada vez menos pelas poupanças das famílias. Ainda assim, os depósitos a prazo voltaram a crescer em setembro, batendo novo máximo acima dos 112,6 mil milhões de euros.

Os bancos pagam cada vez menos pelas poupanças das famílias. Ainda assim, continuam a atrair muito dinheiro para os seus cofres. Os depósitos a prazo voltaram a crescer em setembro. O stock aumentou 253 milhões de euros em relação a agosto, atingindo um novo máximo acima dos 112,6 mil milhões.

Esta evolução corresponde a um crescimento homólogo de 2,4% e reforça a tendência de desaceleração que tem vindo a registar há 16 meses seguidos, de acordo com os dados divulgados esta segunda-feira pelo Banco de Portugal — e que se deve em muito ao facto de os depósitos a prazo renderem cada vez menos.

Em agosto (os últimos dados disponíveis), a remuneração dos depósitos a prazo voltou a cair pelo 20.º mês consecutivo, com a taxa de juro média dos novos depósitos a prazo de particulares a passar de 1,39% em julho para 1,34% em agosto, o valor mais baixo desde maio de 2023.

Quanto aos depósitos à ordem, totalizam os 84,4 mil milhões de euros, correspondendo a cerca de 42% do total de depósitos das famílias. Em setembro, tiveram uma redução de 60 milhões no seu stock face ao mês anterior.

Bancos guardam 197 mil milhões das famílias

Fonte: Banco de Portugal

Tudo somado, os bancos guardavam 197 mil milhões de euros das poupanças das famílias no final de setembro — perto do nível máximo de 197,8 mil milhões registados em julho. Em termos mensais registou um aumento de 192 milhões e em termos homólogos assinala-se um aumento de 4,8%, com o Banco de Portugal a destacar que tal evolução serviu para interromper um período de quase um ano a desacelerar — em novembro do ano passado estaca a crescer 8,1%.

No segmento das empresas, os depósitos ascendiam a 72,5 mil milhões de euros no final do mês passado, mostram os dados do supervisor, menos 721 milhões em relação a agosto.

“Apesar desta evolução, a taxa de crescimento anual foi de 10,9%, acima da registada em agosto (9,7%)”, observa o Banco de Portugal. Desde julho de 2022 que os depósitos das empresas não cresciam a um ritmo tão elevado.

(notícia atualizada às 11h41)

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