“Estupefacto” com cortes na Saúde, Carneiro diz que “ministra não tem condições” para continuar no cargo
Líder do PS afirma que "alguém devia ter a gentileza de transmitir à ministra da Saúde que não tem condições" e que "perdeu a autoridade política".

O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, disse esta quarta-feira que foi com “estupefação” que leu nas notícias que a direção executiva do Serviço Nacional de Saúde (SNS) instruiu os hospitais públicos a cortarem na despesa no próximo ano.
“É de uma gravidade inaudita, tendo em consideração a gravidade e o caos que já se encontrava o SNS”, afirmou o secretário-geral do PS. Carneiro espera que “esta orientação política não venha a servir para externalizar serviços que hoje são garantidos pelo SNS, porque se assim for a gravidade agudiza-se a ponto da incompreensão”.
Em conferência de imprensa, o líder socialista atirou que “alguém devia ter a gentileza de transmitir à ministra da Saúde que não tem condições [para continuar no cargo], que perdeu a autoridade política”. Porém, optou por não pedir expressamente a demissão de Ana Paula Martins, alegando que essa é a “responsabilidade do primeiro-ministro, o primeiro e último responsável do Governo”.
Alguém devia ter a gentileza de transmitir à ministra da Saúde que não tem condições [para continuar no cargo], perdeu a autoridade política.
Carneiro recorda que, quando Montenegro estava na oposição, acenou com “soluções milagrosas”, mas que “em dois anos as circunstâncias agudizaram-se muito e estão em vias de agudizar ainda mais”, com mais de um milhão de portugueses sem médico de família, mais de 200 mil pessoas à espera de cirurgia – 7 mil delas de natureza oncológica.
“Às vezes dá a impressão que o Governo, ao colocar na agenda política determinados tipos de temas, mais não está a fazer que procurar distrair as atenções daquilo que é vital para a vida das pessoas”, afiançou José Luís Carneiro.
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