Clima económico diminui em outubro, invertendo tendência dos últimos três meses
Confiança dos consumidores e clima económico com tendências inversas. Indicadores de confiança aumentaram no comércio e na construção, mas diminuíram nos serviços e na indústria.
Depois de três meses consecutivos em tendência ascendente, o indicador de clima económico, que se baseia em inquéritos às empresas, diminuiu em outubro. O indicador de confiança dos consumidores, por sua vez, continuou a subir este mês, de acordo com os “Inquéritos de Conjuntura às Empresas e aos Consumidores” divulgados esta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Segundo o gabinete estatístico, os indicadores de confiança aumentaram no comércio e na construção e obras públicas, tendo diminuído na indústria transformadora e nos serviços.

O indicador de confiança na indústria transformadora vinha a aumentar desde fevereiro, mas caiu em outubro devido ao “contributo negativo das perspetivas de produção no último mês”. A queda no indicador de confiança dos serviços foi motivada pelo “contributo negativo das opiniões sobre a evolução da carteira de encomendas e das perspetivas relativas à evolução da procura”.
No comércio, o movimento ascendente do indicador de confiança teve início em julho, mas o INE realça que o aumento foi significativo em outubro, refletindo “os contributos positivos de todas as componentes, perspetivas de atividade da empresa, opiniões sobre o volume de vendas e apreciações sobre as existências”.
Por seu lado, o indicador de confiança na construção e nas obras públicas aumentou em outubro, após um decréscimo entre julho e setembro, em resultado do “contributo positivo das duas componentes”, designadamente as apreciações sobre a carteira de encomendas e as perspetivas de emprego.
Quanto ao próximo ano, a maioria das empresas na indústria transformadora (55,9%) e nos serviços (71,1%) preveem uma estabilização no investimento face a 2025, enquanto 32,8% das empresas na indústria transformadora e 20,7% das empresas nos serviços antecipam um aumento do investimento em 2026. Apenas 11,3% e 8,2% das empresas inquiridas, pela mesma ordem, preveem uma diminuição do investimento.
Confiança dos consumidores volta a melhorar
Já o indicador de confiança dos consumidores, depois de ter caído em agosto, aumentou em setembro e outubro, como consequência dos “contributos positivos das perspetivas sobre a evolução futura da realização de compras importantes por parte das famílias, da situação económica do país e da situação financeira do agregado familiar”.

Em sentido contrário, as opiniões sobre a evolução passada da situação financeira do agregado familiar registaram um contributo negativo, acrescenta o serviço estatístico.
Além disso, segundo o INE, os saldos das opiniões dos consumidores sobre a evolução passada dos preços aumentou significativamente no último mês, após ter diminuído nos em agosto e setembro. O saldo das expectativas sobre a evolução futura dos preços diminuiu em setembro e outubro, de forma expressiva no último mês, após os aumentos observados nos dois meses precedentes.
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