Fraca perceção de risco é um dos entraves à compra de seguros não obrigatórios

  • Carolina Neves Carvalho
  • 30 Outubro 2025

Veja na íntegra a intervenção do painel que discutiu “como adaptar a subscrição aos novos riscos” durante mais uma edição da conferência ECOseguros.

Na 6ª edição da Conferência Anual do ECOseguros, o painel composto pelo Presidente do conselho de administração da Caravela Luís Cervantes, pelo Diretor-Geral da Innovarisk Gonçalo Baptista, pelo Presidente do Conselho de Administração Executivo CA Seguros João Pedro Borges, e pelo Diretor de subscrição Não Vida da Generali Tranquilidade Joaquim Aguiar reuniu-se para debater “Como adaptar a subscrição aos novos riscos”.

Diversos pontos de vista foram trocados num momento prendeu a atenção de centenas de espetadores sentados na audiência.

Para o Presidente do Conselho de Administração Executivo CA Seguros, as atuais barreiras na venda de seguros “são genéricas e transversais a todo o país”, começa por explicar, apontando como maior entrave “o rendimento disponível”. Para João Pedro Borges “para a maioria das pessoas” não é “a primeira prioridade ter um seguro para proteger tudo o que tem no seu património.” Borges aponta também que um dos grandes culpados é “o tema da perceção de risco.”

Já Joaquim Aguiar defendeu que nos seguros de saúde os “riscos se vão continuar a agravar”, em parte devido a fatores como “o envelhecimento da população”, ou “a saúde mental, onde tem havido um aumento de situações e onde há uma expectativa de agravamento no futuro”. Apesar deste tipo de seguro ser vendido com muita facilidade, em parte também devido ao estado atual do Sistema Nacional de Saúde, a verdade é que para Diretor de subscrição Não Vida da Generali Tranquilidade é necessário uma adaptação das companhias à realidade, pois “isto são tudo ameaças, mas também geram oportunidades.”

Por sua vez, o Presidente do conselho de administração Caravela defende que a melhor forma adaptar a subscrição aos novos riscos passa por três componentes: a continuação da existência “o agente de proximidade tradicional”, que “está a deixar de ser tão independente”, passando a “ser integrado noutros grupos”, levando à segunda componente onde a “consolidação dos grupos de corretagem está a criar aquilo que chamamos de distributor cell ou grossista” e que “já não é só um distribuidor de proximidade, mas agrega uma série de competências com outra capacidade também de investimentos” e, por fim, “os MGA’s, que precisam de uma ligação ou balanço com uma seguradora para aquilo que é a avaliação do risco que querem colocar no mercado”. Para Luís Cervantes “estas três componentes: o agente de proximidade, o broker, e os MGAs, é uma realidade que vai acelerar muitas das soluções.”

No que diz respeito aos seguros não obrigatórios, o Diretor-Geral da Innovarisk afirma que existem três seguros emergentes: “temos o Cyber, a responsabilidade civil profissional e o D&O”, no entanto, apesar de o mercado estar a crescer “as taxas de penetração em Portugal ainda são muito baixas”, sendo que estes tipos de seguros “também são os que estão mais expostos às revoluções da IA”.

Veja aqui na íntegra a intervenção de todos estes oradores sobre temas tão importantes para o setor segurador.

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