Lucro do Montepio cai 10% para 86,4 milhões nos nove meses com “normalização” dos juros

A margem financeira recuou quase 16% para 249 milhões. Banco liderado por Pedro Leitão sublinha novo máximo nos depósitos de clientes.

O lucro líquido do Banco Montepio recuou 10,1%, em termos homólogos, para 86,4 milhões de euros nos noves meses até ao final de setembro, pressionado pela descida das taxas de juro, anunciou esta segunda-feira a instituição financeira liderada por Pedro Leitão.

A margem financeira totalizou 249,3 milhões de euros, uma descida de 15,8% face ao mesmo período do ano passado, “em consequência da normalização das taxas de juro no crédito a clientes e do aumento dos custos de financiamento, que foram parcialmente compensados pelo maior rendimento da carteira de títulos e pela gestão ativa de liquidez”, explicou, em comunicado divulgado no site da CMVM.

O banco salientou que, no mesmo período, reforçou a atividade comercial e manteve a solidez do balanço. Depósitos de clientes atingiram um novo máximo de 15,7 mil milhões de euros (+8% em termos homólogos), o crédito a clientes (bruto) cresceu para 12,7 mil milhões de euros (+6,3%), e o rácio de exposições não produtivas (NPE) melhorou de 2,6% para 2,1%, tendo o custo do risco de crédito estabilizado em 0,1%.

“Esta evolução operacional acontece numa fase em que o Banco Montepio voltou a ser classificado em nível de investimento (investment grade) pelas três agências de notação financeira (Moody’s, Fitch e DBRS), confirmando a robustez de capital, a redução estrutural do risco e a capacidade de geração orgânica de resultados”, vincou, adiantando que “Esta evolução foi também acompanhada pela revisão em alta do rating de depósitos e pelo Outlook positivo atribuído pela Moody’s, sinalizando confiança na consistência da estratégia e na solidez da instituição perante os desafios do setor”.

As comissões líquidas totalizaram 98,3 milhões de euros, comparando com 95,6 milhões registadas no período homólogo de 2024, tiverem um acréscimo de 2,9%. “Esta evolução foi determinada essencialmente pelo aumento da atividade, refletindo o dinamismo comercial e a expansão do negócio, uma vez que não se registaram aumentos materiais nas comissões praticadas”, explicou.

O Montepio acrescentou que a carteira de títulos totalizou 4.173 milhões em 30 de setembro de 2025, traduzindo o aumento de 274 milhões face ao nível observado no final de 2024, “consubstanciado, essencialmente, na subida observada na carteira de instrumentos de dívida de outros emitentes (+185 milhões) e de instrumentos de dívida pública (+121 milhões”. A estrutura da carteira de títulos em 30 de setembro de 2025 era constituída em 88% por títulos de dívida pública face aos 91% relevados no final de 2024.

Em termos de capital e liquidez, o rácio Common Equity Tier 1 (CET1) de 16,3% (+0,3 pontos percentuais), parte de rácio Capital Total de 19,4%.

(Notícia atualizada às 09h45))

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comentários ({{ total }})

Lucro do Montepio cai 10% para 86,4 milhões nos nove meses com “normalização” dos juros

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião