BRANDS' ECO “As pessoas são o maior motor das empresas tecnológicas”

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  • 5 Novembro 2025

Na 10.ª edição da Porto Tech Hub Conference, Luís Silva, presidente da associação, faz o balanço de uma década de crescimento e revela as prioridades para os próximos anos.

Dez anos depois da primeira conferência, a Porto Tech Hub chega a 2025 com o estatuto de referência no setor. Para Luís Silva, presidente da associação, o percurso não se explica apenas pela dimensão do evento, mas pelo compromisso voluntário de quem o tornou possível. “Olhamos para estes dez anos com o reconhecimento de quem contou com pessoas que nos ajudaram a suportar este percurso de forma ímpar”, afirma. “Foram todos, tal como o resto da direção, pessoas que continuam a associar-se de forma voluntária, sem qualquer tipo de retorno económico, e acho que isso diferencia muito a nossa zona”.

A conferência, sublinha, foi apenas o ponto de partida de um trabalho mais vasto. A associação tem vindo a investir em formação, qualificação e na criação de pontes entre empresas e comunidades. “Temos os cursos Switch, que entretanto se alargaram para cinco”, explica. “Fizemos uma parceria com a Católica para criar um curso de Inteligência Artificial dirigido a gestores, temos cursos de especialização e de qualificação, e realizamos bastantes eventos – um por mês com as comunidades – que hoje estão aqui e têm pela primeira vez o seu palco”.

Luís Silva reconhece que este envolvimento das comunidades é um traço distintivo do Norte. “São elas que dinamizam o ecossistema, também de forma voluntária”, nota, acrescentando que “noutras zonas do país, nomeadamente em Lisboa, isso não existe”. O resultado é visível: “Estamos muito orgulhosos por termos chegado aos dez anos com a maior conferência de sempre, com o maior número de participantes, empresas e parceiros”.

Luís Silva, presidente da Porto Tech Hub

O presidente da Porto Tech Hub confirma ainda que a associação está a apostar na internacionalização, com uma nova parceria com uma associação tecnológica do Brasil e protocolos com entidades portuguesas com que nunca tinha trabalhado, como a AEP. “O nosso foco é a expansão internacional. Queremos que esta capacidade de dinamizar o ecossistema vá agora mais além, para o plano internacional”, adianta, deixando a promessa de “várias surpresas nesse sentido”.

A ambição não se esgota na conferência. Luís Silva revela que a associação quer reforçar o apoio às startups e ao tecido empresarial emergente. “Estamos a trabalhar em várias parcerias para potenciar não só as empresas que já estão instituídas, mas também as que estão a nascer”, explica. “Criámos um segmento de associativismo próprio para startups que precisam de ajuda – em mentoria, valorização de recursos e captação de talento. Queremos atrair este tipo de empresas, que estão a crescer e que fazem do Porto um ecossistema vibrante”.

Tradição e inovação

O dirigente reconhece que há um equilíbrio delicado entre apoiar as novas empresas e manter a ligação às que fundaram o movimento. “Queremos estar mais próximos das startups, sem esquecer as empresas já solidificadas, como a Blip e a Critical Software, que estão connosco há dez anos. Mas queremos também auxiliar, dentro dos nossos recursos, as empresas que estão a crescer, porque serão elas, no futuro, a dinamizar o ecossistema. E queremos acompanhá-las desde o início.”

O debate sobre o impacto da inteligência artificial marcou a edição deste ano e, para Luís Silva, é um sinal de maturidade. “Acredito que a Inteligência Artificial só vai funcionar bem quando as pessoas souberem utilizá-la”, defende. “O mais essencial nestes dez anos foi termos criado condições para que muita gente entrasse no mercado tecnológico e para que quem já cá estava tivesse melhores oportunidades de vida. Isso contribuiu para o crescimento do nível de vida na região”.

A atratividade do Porto, garante, tem aumentado. “A cidade tornou-se mais interessante e com mais talento, e isso faz com que as pessoas queiram fixar-se cá mais rapidamente”, afirma. “A Associação tem aqui um papel importante, porque consegue mostrar às empresas que ponderam instalar-se no Porto – ou na zona Norte – as vantagens de o fazerem. Prefiro sempre falar da zona Norte, porque temos empresas desde Coimbra até Braga”.

A colaboração com as universidades e as comunidades tecnológicas tem sido decisiva. “O nosso ecossistema está em contacto constante com o ISEP e a FEUP, que são referências, mas estamos também a expandir colaborações com outras instituições e comunidades”, adianta. A parceria com a Católica Porto Business School é um exemplo desse alargamento: “A tecnologia não é só programação. Há pessoas que trabalham em tecnologia, mas não programam. Por isso, apoiamos também gestores de empresas tecnológicas, o que é igualmente essencial”.

No programa deste ano, Luís Silva destaca sobretudo os workshops, uma vertente prática que se tem consolidado. “Há uma grande diversificação na conferência porque as pessoas trazem o computador, programam no local com o formador e levam para as empresas conhecimento prático, seja para corrigir erros, confirmar boas práticas ou descobrir novas formas de trabalhar. Mais do que uma conferência de talks, queremos trazer conhecimento real para dentro das empresas”.

Ao refletir sobre o futuro, o presidente da Porto Tech Hub regressa à ideia que atravessa todo o trabalho da associação: as pessoas estão no centro da inovação. “As pessoas são o maior motor das empresas tecnológicas”, afirma. “São elas que identificam as necessidades, os novos paradigmas e as oportunidades criadas por tecnologias como a Inteligência Artificial. São os pivôs e embaixadores dentro das empresas que impulsionam a inovação”.

Essa cultura de partilha, diz, é o que distingue o Norte. “Temos visto isso, por exemplo, nos nossos podcasts: um problema identificado numa empresa acaba por ser comum a outra, e através dessa partilha o ecossistema cresce e evolui.”

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