Leitão Amaro fala em “espuma mediática” e garante que ministra da Saúde vai “continuar” trabalho de melhoria do SNS
Ministro da Presidência diz que “todos no Governo subscrevem integralmente” o apoio manifestado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros a Ana Paula Martins.
O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, garantiu esta quarta-feira que a ministra da Saúde vai “continuar” o trabalho que está a ser levado a cabo pelo Governo nesta área e que todos os ministros estão unidos no apoio a Ana Paula Martins.
As declarações ocorreram numa altura de maior fragilidade da ministra, após a morte de uma grávida no Amadora-Sintra e no dia em que foi noticiado que os tarefeiros se preparam para uma paralisação. “Dizemos aos portugueses aquilo que nos cabe, que é fazer. E que a senhora ministra da Saúde tem e vai continuar a fazer, que é trazer resultados de melhoria (ao SNS)”, disse António Leitão Amaro no habitual briefing semanal após a reunião do Conselho de ministros.
Na passada segunda-feira, o Observador noticiou que Ana Paula Martins estaria a prazo, com saída marcada para fim de dezembro. Uma notícia também dada pelo Expresso, na quarta-feira, detalhando que a governante já teria sinalizado ao primeiro-ministro a vontade de sair.
Insistentemente questionado sobre as condições de continuidade de Ana Paula Martins, Leitão Amaro falou em “espuma mediática” que, acredita, será diluída. “Não nos distrairmos com essa espuma mediática. Respeitamos, mas essas discussões começam e acabam em jornais, começam e acabam em comentários e ficam por aí”, disse.
Na mesma linha, garantiu que “todos no Governo subscrevem integralmente” o apoio manifestado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, à ministra da Saúde.
Leitão Amaro defendeu ainda, em relação aos tarefeiros, que é “unânime” o diagnóstico de que a atual situação “não é adequada”.
“E não estou sequer a falar de abusos. Estou a falar da situação de iniquidade e do nível de despesa que se atingiu com prestações de trabalho que não por médicos vinculados”, apontou, considerando que existe “desigualdade” de tratamento.
Neste sentido, questiona: “até há duas semanas, até o Governo decidir apresentar uma proposta que resolve a iniquidade, a injustiça e também, já agora, os abusos com regras sobre incompatibilidades existia um consenso nacional de que a situação como está não pode ficar”.
“Creio que não se alterou o consenso nacional de que o regime e as práticas que existem hoje são uma situação que precisa e deve ser alterada e reformada”, acrescentou.
Esta quarta-feira, o jornal Público (acesso pago) que, mais de mil médicos prestadores de serviço estão a preparar uma paralisação das urgências do Serviço Nacional de Saúde (SNS), de Norte a Sul do país, que poderá durar pelo menos três dias.
Na origem do protesto estão os diplomas que o Governo aprovou para “disciplinar” a contratação de médicos tarefeiros e reduzir o valor-hora a pagar. Os médicos pretendem avançar assim que os diplomas forem publicados, de acordo com a ata da reunião realizada a 30 de outubro a que o jornal teve acesso.
Assine o ECO Premium
No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.
De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.
Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.
Comentários ({{ total }})
Leitão Amaro fala em “espuma mediática” e garante que ministra da Saúde vai “continuar” trabalho de melhoria do SNS
{{ noCommentsLabel }}