“Há uma revolução de género na liderança das empresas portuguesas”, diz CEO do Banco de Fomento
O CEO do Banco de Fomento, Gonçalo Regalado, aponta três revoluções que estão a mudar o tecido empresarial português.
“Portugal tem empresários e empresas que estão a fazer revoluções silenciosas”, disse o líder do Banco de Fomento, numa intervenção durante a 10.ª edição da Fábrica 2030, uma conferência organizada pelo ECO na Fundação de Serralves no Porto.
O CEO Banco de Fomento, Gonçalo Regalado, enumera três revoluções silenciosas que estão a acontecer no tecido empresarial português: novas gerações nas lideranças das empresas, um peso cada vez mais forte das mulheres e empresas portuguesas que já nasceram para serem globais.
Na ótica do líder do Banco de Fomento a primeira é a revolução de gestão nas empresas — “a geração de empresários que temos hoje em Portugal é uma geração de liberdade, gestores que estudaram fora, formados e qualificados”, nota o líder do Banco Português de Fomento.

O gestor classifica a evolução de género na liderança das empresas portuguesas como a segunda revolução. Gonçalo Regalado contabiliza que antes “80% das empresas eram lideradas por homens” e que “hoje a maioria das empresas que visita são lideradas por mulheres“. O CEO do Banco de Fomento aplaude a liderança no feminino e destaca que “as mulheres são muitíssimo mais organizadas” e “têm uma melhor organização no planeamento da gestão e ambição de mercado”.
“As mulheres têm um papel muito mais importante na economia portuguesa e, sobretudo, muito mais importante na liderança das empresas”, assegura o líder da entidade financeira detida a 100% pelo Estado português.
As mulheres têm um papel muito mais importante na economia portuguesa e, sobretudo, muito mais importante na liderança das empresas.
Por último, Gonçalo Regalado aponta as “empresas portuguesas que nasceram para serem globais” como a a terceira revolução silenciosa. “A maioria das empresas que cresce hoje em Portugal são empresas que nasceram para serem globais, no digital, no investimento, nos mercados, nos produtos”, afirma o gestor.
“Hoje as novas empresas do têxtil, da cortiça, do calçado, da metalurgia, da agricultura, do turismo, do jornalismo, são empresas que nascem para serem globais”, assegura.
“Há capital em Portugal”, diz o líder do Banco de Fomento
O líder do Banco de Fomento não tem dúvidas que “há capital em Portugal”, mas considera que “é fundamental o país ter mais capital em Portugal”.
O gestor considera que “Portugal tem que diversificar as fontes de financiamento”, sublinhando que “financiamento é uma coisa e investimento é outra.
Por fim, Gonçalo Regalado realça que “Portugal precisa de crescer 3% ao ano, mas com uma ambição de 5%, destacando que o” país tem todas as condições de crescer de uma forma sustentada”.
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