334 trabalhadores da central a carvão de Sines vão receber 1,3 milhões do Fundo de Transição Justa
Os 334 ex-trabalhadores diretos da central termoelétrica que perderam o posto de trabalho após encerramento da central têm 1,3 milhões do Fundo de Transição Justa para compensar diferenças salariais.
- Os 334 ex-trabalhadores diretos da central a carvão de Sines vão receber 1,3 milhões de euros do Fundo de Transição Justa para compensar perdas salariais.
- O programa Alentejo 2030 já financiou ações de reconversão profissional para ex-funcionários diretos e indiretos da central, bem como trabalhadores de empresas prestadoras de serviços afetadas pelo encerramento.
- Apesar das ações de formação ainda subsistem “cinco a seis pessoas” desempregadas que trabalhavam na central de Sines, segundo informações do IEFP.
Os 334 ex-trabalhadores da Central Termoelétrica de Sines vão receber 1,3 milhões de euros do Fundo de Transição Justa para ajudar à sua reintegração no mercado de trabalho, compensando as diferenças salariais sofridas, avançou ao ECO fonte oficial do programa regional Alentejo 2030.
“O aviso ALT2030-2025-17 encerrou a 30 de setembro com uma dotação de 1,3 milhões de euros”, explicou ao ECO fonte oficial da CCDR Alentejo. O universo de beneficiários são os “334 ex-trabalhadores diretos da central termoelétrica que viram o seu posto de trabalho extinto por força do encerramento da central, e destes, aqueles que comprovem que, tendo assegurado a sua reinserção profissional, viram reduzidos os seus rendimentos, em resultado da celebração de contratos de trabalho que consubstanciam uma remuneração líquida inferior à associada ao vínculo contratual com entidade empregadora, à data do despedimento”, explicou a mesma fonte.
Estes 334 trabalhadores já foram abrangidos por atividades de reconversão profissional financiadas pelo Fundo de Transição Justa. Um fundo que, neste capítulo, apoiou ainda os 220 trabalhadores contratados em outsourcing para a manutenção e operação da central, a partir de empresas fornecedoras de serviços e os trabalhadores de outras empresas fornecedoras de serviços à central, nomeadamente serviços de natureza mais transversal, como os serviços de segurança, limpeza e de refeitório e serviços mais especializados como os serviços de transporte. Mas também os “trabalhadores afetados indiretamente pelo encerramento da central, em virtude da redução do movimento económico gerado pela atividade da central, tais como trabalhadores do comércio a retalho de proximidade e da restauração, para os quais não foi possível contabilizar o impacto”.
As operações aprovadas pelo Alentejo 2030, para reconversão profissional destes trabalhadores já abrangem 3.560 pessoas, isto porque, cada trabalhador pode frequentar mais que um curso de formação.
Apesar destas ações de formação ainda subsistem “cinco a seis pessoas” desempregadas que trabalhavam na central de Sines, avança a mesma fonte citando informações do IEFP, partilhadas numa reunião do Observatório para a Transição Justa do Alentejo Litoral, a entidade criada para monitorizar a gestão do Fundo de Transição Justa na região.
Quando a Comissão Europeia libertou o pagamento a Portugal de uma tranche de 223,8 milhões de euros do Fundo para uma Transição Justa (FTJ), para ajudar a financiar novos projetos em várias regiões para compensar o impacto económico e social do encerramento das centrais a carvão e da refinaria de Matosinhos, o objetivo era, no Alentejo Litoral, diversificar “a economia local, apoiando a investigação e a inovação das PME que operam nos setores das energias renováveis, agroalimentar e do turismo, e investindo numa mobilidade local sustentável”. “O Fundo deverá criar cerca de 200 novos empregos e apoiará a reorientação profissional dos trabalhadores na região afetada pelo encerramento da central termoelétrica através de atividades de formação e de requalificação. O FTJ apoiará igualmente o trabalho por conta própria e o empreendedorismo inovador”, segundo o comunicado publicado na altura.
A central termoelétrica, cujas duas chaminés foram derrubadas no início de outubro, chegou a abastecer um terço da eletricidade consumida em Portugal, no início dos anos 90, e foi perdendo peso com o crescimento das energias renováveis, tendo assegurado apenas 4% do consumo elétrico em 2020, segundo dados da REN.
Assine o ECO Premium
No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.
De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.
Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.
Comentários ({{ total }})
334 trabalhadores da central a carvão de Sines vão receber 1,3 milhões do Fundo de Transição Justa
{{ noCommentsLabel }}