BRANDS' ECO Alavancar a construção do futuro

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  • 11 Novembro 2025

Sob o tema ‘Alavancar a Construção’, a Verlingue Portugal promoveu, no WOW – World of Wine, em Vila Nova de Gaia, a 2.ª Edição do Verlingue Expertise Session.

Quando falamos do futuro da construção, devemos pensar em reverter as palavras e pensar na construção do futuro“, desafiou Luiza Fragoso Teodoro, CEO da Verlingue Portugal na 2.ª Edição do Verlingue Expertise Session, que decorreu no WOW – World of Wine. Uma sessão que juntou os principais empreiteiros nacionais, prestadores de serviços, seguradoras e instituições públicas e contou com os oradores Pedro Dominguinhos, presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento do PRR, e Gonçalo Regalado, CEO do Banco Português de Fomento, bem como dois painéis, moderados por especialistas, subordinados ao tema ‘Alavancar a Construção’.

Na sua intervenção, a CEO da corretora Verlingue em Portugal, apontou à discussão sobre “a inovação, a sustentabilidade e a competitividade do setor, nomeadamente o setor privado”, passando pelo investimento público, nomeadamente o PRR, que “cria desafios e oportunidades, envolvendo todos os stakeholders, pois todos têm um papel na construção do futuro”, dando o mote para a intervenção do primeiro orador, Pedro Dominguinhos. Não sem antes apelar à ação em matéria de responsabilidade social. “Construir é mais do que abrir estruturas, é criar dignidade e esperança. Todos nós podemos e devemos ser, de alguma forma, agentes de mudança social”, afirmou, dando o exemplo da associação Just a Change, apoiada pela Verlingue, que reabilita casas degradadas para pessoas vulneráveis.

Responsável pela Comissão Nacional de Acompanhamento do PRR, Pedro Dominguinhos, refletiu sobre a evolução e as tendências do setor da construção, com foco no programa nacional, financiado pela União Europeia, que visa impulsionar a recuperação económica e social.

Crescimento acima da média

Numa inicial abordagem contextual, Pedro Dominguinhos afirmou que, “no último quinquénio, o setor da construção em Portugal demonstra um crescimento acima da média europeia e também da Europa Ocidental“, apontando para um “ambiente positivo”.

No entanto, alertou para fragilidades do setor, concretamente a baixa produtividade média, associada “ao desafio de escala das empresas de construção”, a escassez de mão-de-obra, “quer em qualidade, quer em competências”, a pressão sobre os custos e sustentabilidade e a burocracia e complexidade dos processos públicos. “Não podemos aceitar que uma entidade pública demore um ano a dar uma resposta”, advertiu.

Relativamente às oportunidades do PRR para o setor da construção, o presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento afirmou que o programa garantiu um “pipeline de obras públicas e privadas particularmente significativo; pressionou a eficiência e soluções mais sustentáveis; evidenciou a centralidade dos recursos humanos, nas competências e talento; criou ambiente para mudanças legais e redução da burocracia; e potenciou a inovação e a digitalização”.

A este respeito, Pedro Dominguinhos garantiu que o PRR está a pressionar o setor para uma tripla transição: “digitalização, industrialização e sustentabilidade”.

A terminar, apresentou as novas oportunidades no setor e instrumentos financeiros disponíveis, nomeadamente a “remodelação das escolas públicas, a habitação pública, um novo instrumento financeiro, através do Banco Português de Fomento, projetos privados, Programa Água que Une, que vai para além das barragens, e as infraestruturas ferroviárias”. “O cimento é essencial, mas o conhecimento passou a ser um fator distintivo no setor da construção”, concluiu o presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento do PRR.

Habitação como oportunidade

Com moderação de Orlando Coutinho, Head of Credit & Surety Solutions da Verlingue Portugal, e intervenções de Gonçalo Regalado, CEO do Banco Português do Fomento, Margarida Pedroso, Insurance and Bonds Manager da ZAGOPE, e André Granado, Board Mender & Commercial and Marketing Director da Allianz Trade, no primeiro painel debateu-se como “Alavancar as Obras Públicas”, através de abordagens aos mecanismos de financiamento, às obrigações legais, riscos e diferentes responsabilidades envolvidas nos contratos públicos, além de lançar um olhar sobre a transformação digital e a sustentabilidade do setor.

“O grande driver da maioria dos concursos públicos é o fator preço, mas depois tem exigências tão complexas e exposições longas. É um fator dicotómico”, assume Margarida Pedroso, sublinhando, contudo, que a ZAGOPE “nunca teve uma caução de performance executada, o que diz bem da nossa capacidade de execução de excelência, mas é uma exposição muito longa”.

André Gramado apontou para a necessidade de “divulgação dos instrumentos de segundo crédito e caução”, disponibilizados pela Allianz Trade, “imitidos tanto em Portugal como nos mercados externos”, mas que “têm uma penetração real que não chega a 0,6% das empresas”. “Depois é preciso que a oferta se ajuste ao mercado”, completou.

Gonçalo Regalado começou por lembrar que o setor da construção foi dos que mais sofreu no “período pós-troika”, em concreto até 2017. No entanto, considera-o agora “um dos setores mais vibrantes, dinâmicos e com mais oportunidades”, entre elas “na ferrovia, nos portos, na gestão de águas e nos aeroportos, isto só em infraestruturas”. “Depois temos outros dois grandes desafios, que acredito que são os desafios de uma geração: a habitação e a reabilitação urbana”. “Vamos mobilizar vários milhares de milhões de euros para estes instrumentos nos próximos anos. A expectativa é que haja um orçamento mínimo entre os três e os quatro mil milhões de euros para os instrumentos da habitação e que estes instrumentos sejam estáveis no tempo. Ou seja, que os possamos ir renovando”, aponta.

Verlingue e a responsabilidade civil na construção

A segunda metade da 2.ª edição do Verlingue Expertise, após pausa, contou com a intervenção de Eduardo Morais, Head of Risk Consultancy & Analysis, que começou por posicionar a empresa “como um corretor especializado em determinadas áreas”, mas “que pretende ser especialista em todas as áreas”, e destacou “a importância de uma cobertura forte de responsabilidade civil na construção, muitas vezes negligenciada em Portugal”. “Queremos ser uma boutique, alguém que é especializado”, acrescentou.

Eduardo Morais, Head of Risk Consultancy & Analysis

Como consequência direta da ausência de uma cobertura de responsabilidade civil adequada numa empreitada, Eduardo Morais afirma: “aquilo que é o bolso do empreiteiro geral, muitas vezes vai ter de responder por meio daquilo que é a ausência ou a falta de qualquer coisa em responsabilidade civil. E aí não há banco, nem o de Fomento de empréstimo, para pagar sinistros de responsabilidade civil”. “É aqui que a Verlingue pode aportar valor”, garante.

A Verlingue Portugal aproveitou a sessão para oferecer um ano de serviço de consultoria a um dos presentes.

Mão-de-obra e imigração

Diogo Agostinho, Chief Operating Officer da ECO, moderou o segundo painel, sob o tema ‘Alavancar a Construção’, que contou ainda com a participação de Nuno Fernandes, General Manager da Casais, e Vítor Lúcio da Silva, presidente do Conselho de Administração da HCI, mas que inicialmente se debruçou nas dificuldades do setor no período pós-troika.

Sobre as novas oportunidades, “a grande incógnita para o setor é que sabemos que a vontade de investir depende do Governo e da ocasião”, alertou Vítor Lúcio da Silva, secundado por Nuno Fernandes, que sublinha a “ausência de previsibilidade”. “Também é um facto que o setor estava num marasmo tecnológico, houve a oportunidade para um choque tecnológico”, acrescentou.

No que concerne à falta de mão-de-obra no setor, Nuno Fernandes afirmou que compete às empresas “ter uma proposta de valor de carreira que seja atrativa para um jovem”. Vítor Lúcio da Silva acompanha a ideia de “um esvaziamento de mão-de-obra” e assume que “sem os imigrantes muitas das obras praticamente paravam”.

Em sintonia estiveram também na questão da importância da digitalização na construção civil. “É incontornável pela eficiência de um setor que carece, ainda, de uniformização”, disse o responsável da HCI, enquanto o General Manager da Casais adverte que “a digitalização é um veículo, mas há que fazer trabalho a montante”.

A sessão encerrou com a intervenção do recentemente empossado vereador da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, Fernando Machado, que considerou a iniciativa “essencial para garantir que o crescimento económico se faz com transparência e sustentabilidade”.

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