Orçamento dos portugueses para a Black Friday sobe para 385 euros
Apesar do aumento do orçamento, o estudo da BlackFriday.pt mostra que há uma diminuição nas intenções de compra em quase todas as categorias. A única em crescimento é a dos brinquedos.
O orçamento médio dos portugueses para esta Black Friday fixa-se em 385 euros, uma subida face aos 311 euros de 2024, o que confirma o “regresso de um consumo mais expressivo, mas também mais seletivo”, refere a BlackFriday.pt, na divulgação dos resultados do seu estudo anual sobre os comportamentos de compra dos consumidores portugueses. O estudo inquiriu 606 participantes residentes em Portugal, com idades entre 18 e 74 anos, entre 30 de outubro e 4 de novembro de 2025.
Apesar do aumento do orçamento, o estudo mostra que há uma diminuição nas intenções de compra em quase todas as categorias, em particular na moda (que passa de 58% para 54%) e nos eletrodomésticos (de 37% para 33%), que são tradicionalmente os segmentos mais procurados, o que indica uma postura de maior ponderação. A única categoria em crescimento é a dos brinquedos (passa de 12% para 14%), o que sugere uma antecipação das compras de Natal.
O estudo indica também uma ligeira descida (de 4%) nas atitudes positivas face à Black Friday, acompanhada por um aumento das opiniões negativas (+4%), sobretudo devido à perceção de “falsas promoções”. No entanto, o evento continua a ser visto de forma amplamente favorável pela maioria dos consumidores portugueses.
“O consumidor português está hoje mais informado e exigente. A perceção de promoções pouco reais tem levado a uma escolha mais criteriosa, o que se reflete no aumento das despesas médias, mas também na redução de compras por impulso“, diz Jérôme Amoudruz, CEO da BlackFriday.pt.
A esmagadora maioria (98%) das compras é feita em Portugal, mas 36% dos consumidores portugueses mostram-se abertos a comprar no exterior. Já no que diz respeito aos canais de comunicação e compra, o e-mail reforça o seu papel como principal fonte de informação (62,7%), enquanto os sites de e-commerce recuam para 17,2% e o WhatsApp se mantém estável, com 19,1%.
Quanto à integração da inteligência artificial (IA) no processo de compra, quase metade dos consumidores (44,6%) recorre a este tipo de ferramentas para comparar preços, procurar informações ou esclarecer dúvidas sobre produtos, ainda que a maioria mantenha um nível de confiança moderado (41%) nesta tecnologia.
Sobre este tema, Jérôme Amoudruz aponta que a IA “começa a assumir um papel relevante na forma como as pessoas pesquisam e decidem” e que “o comportamento digital se tornou mais sofisticado”, pelo que “as marcas precisam de adaptar a sua comunicação e presença online a esta nova realidade”.
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