Pipeline de investimento privado vale “mais de 20% do PIB”, calcula Miranda Sarmento
No primeiro dia da Web Summit, o ministro de Estado e das Finanças alertou para a necessidade de combater a falta de mão-de-obra e a burocracia.
O ministro de Estado e das Finanças disse esta terça-feira na Web Summit que o valor dos investimentos privados previstos para Portugal nos próximos anos corresponde a cerca de 20% do Produto Interno Bruto (PIB).
Joaquim Miranda Sarmento esteve no primeiro dia da cimeira tecnológica, onde referiu os projetos empresariais previstos para áreas da tecnologia, energia e serviços. Além do desafio de redução da dívida pública, alertou para dois objetivos para que estes investimentos se concretizem: combater a falta de mão-de-obra — não só na digital, “mas também na indústria, turismo, agricultura” — e reduzir a burocracia.
“Temos de reduzir a burocracia. O pipeline de investimentos privados em Portugal para os próximos anos é enorme. Estamos a falar de mais de 20% do PIB em energia, tecnologia, serviços… Muitas grandes multinacionais estão a mudar-se para Portugal e a ter aqui os seus centros de serviços partilhados, levando milhares de jovens trabalhadores altamente qualificadas para as suas empresas”, explicou o ministro das Finanças. Segundo Joaquim Miranda Sarmento, o país precisa de atrair “pessoas para trabalhar em todos os setores”.
“Milagre” com reformas estruturais
Joaquim Miranda Sarmento subiu ao palco “Governo” da Web Summit com umas boas-vindas calorosas por parte do apresentador, que prontamente lhe disse “você fez um milagre” nas contas públicas de Portugal.
“A lição que podemos retirar dos últimos 15 anos em relação a Portugal, mas também a outros países da Europa, é que as reformas estruturais compensam. A produtividade tem de ser a pedra angular das políticas públicas. Há 15 anos, como disse, o país estava numa posição muito difícil”, reconheceu, sem ‘caçar’ para si o mérito dos excedentes.
Lembrando os anos de recessão, défice fiscal de cerca de 10% do PIB e da intervenção da troika, o ministro destacou a mudança da nossa economia “para áreas com maior valor acrescentado, como tecnologia, I&D, renováveis e turismo”. “Fomos capazes de fazer uma consolidação e crescimento económico”, sublinhou. No entanto, reconheceu que “ainda temos um longo caminho pela frente, porque é como andar de bicicleta: nunca podemos parar”. É por essa razão que, dado o nível de desenvolvimento de Portugal, acredita que deveria ter um crescimento da economia de 3%.
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