Diretor da Tekever diz que “Europa está muito à frente dos EUA” na aplicação de IA na Defesa

Rui Lobo, diretor da fabricante de drones Tekever para o mercado sul-europeu, afirmou na Web Summit que a Europa está "à frente" de potências como EUA e China no "novo modelo de Defesa" com IA.

Muito se discute sobre o atraso europeu em tecnologias de ponta, desde o 5G à mais recente vaga da inteligência artificial (IA). Porém, no que toca ao “novo modelo de Defesa”, a Europa está na dianteira, à frente de grandes potências como os EUA e a China, defendeu esta quarta-feira, na Web Summit, o diretor da Tekever para o sul da Europa.

Num painel promovido pelo Banco de Fomento para discutir a futura candidatura portuguesa à captação de uma gigafábrica de IA, Rui Lobo discordou da ideia de que a Europa não será capaz de competir em IA pelo desenvolvimento de modelos. “Eu francamente acredito que na Defesa temos de competir pelos modelos também“, disse o responsável da fabricante de drones portuguesa.

“Estamos a vencer esta corrida no negócio da Defesa contra todos os outros. A Europa está muito à frente dos EUA”, bem como da China, garantiu Rui Lobo, embora sobre o gigante asiático se saiba pouco, admitiu também. “Nesta área da Defesa, e em algumas outras na Europa, acreditamos não só que estamos à frente como que temos espaço para liderar definitivamente esta área a nível mundial”, acrescentou.

A Tekever fabrica alguns drones de reconhecimento que são atualmente usados pela Ucrânia para se defender da invasão russa. “Já estamos a desempenhar um papel de liderança neste modelo de Defesa com IA. Desenvolver modelos é absolutamente core para nós”, notou, neste contexto, o diretor da Tekever para o mercado sul-europeu, acrescentando que a principal equipa de desenvolvimento de IA da empresa está baseada em Portugal.

Adicionalmente, Rui Lobo reiterou que, apesar do apoio governamental, “o impulso na IA tem de vir da indústria”. “Não serão os governos” a fazer da Europa uma referência nesta área tecnológica altamente avançada.

O painel contou também com a participação de Daniela Braga, fundadora da Defined.ai, que integra o consórcio da gigafábrica. A empreendedora sublinhou que os quatro pilares da IA são “modelos, dados, computação e talento” e que a Europa não será capaz de competir com outras geografias no desenvolvimento de modelos, devendo apostar na infraestrutura.

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