Leitão Amaro aconselha ouvir “reivindicações” dos EUA na defesa e critica “excessiva regulação” da Europa

Ministro da Presidência apelou à construção de pontes entre países e empresas e 'vendeu' Portugal na Web Summit como um "farol de estabilidade" conectado ao mundo.

O ministro da Presidência defendeu esta quarta-feira, na Web Summit, que é necessário que os governos e as empresas “construam pontes” em vez de “escalar conflitos”, mesmo perante a política protecionista dos Estados Unidos. António Leitão Amaro aconselhou os empreendedores que vieram a Lisboa a ouvir os alertas da maior economia do mundo sobre defesa e regulação.

“Ouçam o que está a ser dito pela administração e enderecem alguns pontos que percebemos que são reivindicações. Por exemplo, os países europeus não têm contribuído para a NATO tal como se tinham comprometido. Há aspetos de excessiva regulação que aprovámos na Europa e que talvez devêssemos reduzir”, afirmou o ministro, durante a cimeira tecnológica.

Na visão de António Leitão Amaro, construir pontes e “colocar-nos no lugar do outro” faz parte da democracia. “Quando nos deparamos com uma postura mais rígida em relação às tarifas ou a outras questões, como exigências de segurança e despesas da NATO, devemos desvincular-nos ou manter o engagement? Manter o engagement”, afirmou o governante.

Portugal é um “país orgulhoso” da aliança histórica que tem com os Estados Unidos e quer “mantê-la, independentemente das administrações, trabalhando com todas, incluindo a atual” de Donald Trump.

António Leitão Amaro fez ainda referência às relações diplomáticas e económicas com o Brasil, com África e outras regiões ou países da Ásia, como a Índia, a China ou o Japão. Portanto, defendeu a “ideia de que tanto os governos como as empresas mantenham uma abordagem de engagement e não de afastamento, sem retaliações, sem pressões excessivas e sem antagonismos”.

Mantemos todas estas pontes abertas, não só nas nossas relações governamentais, mas também nas nossas relações com empresas estrangeiras em Portugal, que estão aqui instaladas”, apelou o ministro, que discursou num painel intitulado “Trump, tariffs and the new world order” (“Trump, tarifas e a nova ordem mundial”).

E deixou uma mensagem para a audiência da Web Summit 2025: “Venham para Portugal. Estabeleçam-se, invistam e expandam o vosso negócio aqui. Porque, ao fazê-lo, estarão num país central, farol de estabilidade e ponto de partida para inúmeras ligações com diferentes partes do mundo”.

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