O trabalho do ministro é “garantir infraestruturas perfeitas, o meu é trazer as melhores pessoas a Lisboa”, diz Cosgrave

Paddy Cosgrave não se compromete em ficar em Lisboa, cujo contrato termina em 2028. Diz que cerca de 40% dos participantes estão a escolher ficar em apartamentos.

O trabalho do ministro das Infraestruturas é “garantir infraestrutura perfeita” e “o meu é garantir que trago as melhores pessoas do mundo a Lisboa”, atirou Paddy Cosgrave, CEO da Web Summit, reagindo ao tema da falta de slots de jatos nos aeroportos nacionais, esta quarta-feira na cimeira tecnológica, em Lisboa.

“Vi esta manhã os comentários do ministro [das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz] que os pedidos para jatos privados aumentaram 70% num ano e que os aviões foram recusados. Ele não quer que isso aconteça. Pessoalmente, penso que é a melhor coisa de sempre. O seu trabalho é assegurar que a infraestrutura é perfeita, o meu é trazer as melhores pessoas do mundo a Lisboa”, diz.

Quanto ao aumento dos preços dos hotéis no período da cimeira, que tinha denunciado nas redes sociais, o CEO da Web Summit reagiu: “A NAV diz que os pedidos para jatos privados subiram 70%. Pensam que essas pessoas estão preocupadas com preços de hotéis? Os hotéis em Lisboa podem aumentar 10.000% para essas pessoas que, provavelmente, não se irão queixar”, diz.

“Mas, se aumentam os preços 500% e depois queixam-se que as pessoas não estão a reservar os hotéis, não tenho uma grande simpatia. Fizemos um inquérito aos nossos participantes e cerca de 40% estão a escolher ficar em apartamentos, em Airbnb“, diz.

Ficar em Portugal e ir para a China?

O CEO da Web Summit não se compromete em ficar em Lisboa, cujo contrato termina em 2028. Quando questionado, diz que a data “está longe”, que tem ouvido “rumores de um novo grande recinto” em Lisboa, o que “seria incrível”, mas quando questionado pelo ECO sobre esses rumores e se o recinto — cuja promessa de expansão está por concretizar — seria uma linha vermelha na renovação do contrato não responde.

Quanto a uma ida para a China, também não adianta muito mais. “Se vamos para a China? Possivelmente a China virá à Web Summit Lisboa em números crescentes. E penso que deveremos considerar ir lá”, disse. Este ano, pela primeira vez, a cimeira realizou a China Summit.

Questionado se, dado o atual cenário geopolítico, esta era a altura certa para esse movimento a Oriente, responde: “Negócio é negócio. As empresas europeias não podem ignorar um mercado de 1,3 mil milhões de pessoas e eles querem cá estar. Se for uma empresa chinesa, [a Europa] é o mercado único mais rico no mundo e, como europeus, não nos devíamos esquecer”, diz. “Estou muito otimista com a Europa.”

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