Portugal vai contribuir com um milhão de euros para adaptação às alterações climáticas

Após comprometer um milhão para um fundo a favor das florestas tropicais e 1,5 milhões para um programa de transparência de políticas climáticas, Portugal promete contribuição para fundo de adaptação.

A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, anunciou esta segunda-feira que Portugal vai fazer uma contribuição de 1 milhão de eurosa terceira anunciada durante a 30.ª Conferência das Partes (COP30) –, desta vez para o fundo de adaptação.

“A adaptação é para nós uma grande prioridade”, afirmou a ministra, no momento em que fez o anúncio, durante uma sessão plenária que teve lugar esta tarde, na COP. A contribuição será feita ainda em 2025, concretizou a governante.

O fundo de adaptação é um fundo gerido pelas Nações Unidas, com especial ênfase nos países mais vulneráveis e nos pequenos estados insulares. Além desta verba, vão ser destinados 200 mil euros para o funcionamento das Nações Unidas, que se destina a ajudar na participação nas COP e reuniões internacionais por parte dos países em desenvolvimento.

No mesmo discurso, a ministra salientou que a grande fatia das contribuições dadas por Portugal no que toca as alterações climáticas concentra-se na cooperação bilateral com países lusófonos em África, com os quais tem em execução projetos no valor de 113 milhões de euros na área das energias renováveis.

Em paralelo, foram desenvolvidos nos últimos anos projetos com países em desenvolvimento na área do ambiente, água e clima no valor de 18 milhões de euros.

A 12 de novembro, no terceiro dia de COP, a ministra já havia anunciado que Portugal iria destinar 1,5 milhões de euros para financiar um programa de transparência de políticas climáticas destinadas aos países lusófonos.

E ainda antes de a conferência começar, na chamada “cúpula de líderes” que reuniu os líderes das Partes, Luís Montenegro indicou também que Portugal iria desembolsar 1 milhão de euros para alimentar o Fundo Florestas Tropicais, tornando-se o segundo país, depois do Brasil, a declarar investimento neste fundo global.

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