Altri emite 50 milhões em obrigações verdes para financiar conversão da fábrica de Vila Velha de Ródão

Emissão com uma maturidade de sete anos foi totalmente subscrita pela CGD e destina-se a financiar a execução do da conversão da Biotek, que vai produzir fibras solúveis para o têxtil.

A Altri ALTR 0,00% financiou-se em 50 milhões de euros com a emissão de obrigações verdes, com uma maturidade a sete anos, junto da Caixa Geral de Depósitos, anunciou a empresa em comunicado. O financiamento destina-se financiar a conversão da Biotek, em Vila Velha de Ródão, que vai passar a fabricar fibras solúveis destinadas sobretudo à indústria têxtil, mas também aplicadas nos setores farmacêutico e alimentar.

“Toda a operação financeira foi organizada e montada pelo CaixaBI, sendo a Caixa Geral de Depósitos a única subscritora destes títulos de dívida assentes em princípios de sustentabilidade”, adianta a papeleira em comunicado.

Segundo o mesmo comunicado, a “operação está alinhada com as condições estabelecidas pelos Princípios de Obrigações Verdes (“Green Bond Principles”) publicados pela International Capital Market Association, tendo obtido uma Second Party Opinion (“SPO”) positiva da empresa de ratings ESG e de research independente especializada Sustainalytics”

“O financiamento obtido permite a conversão desta unidade de produção, passando a ter a capacidade de produzir fibras solúveis maioritariamente para a indústria têxtil, com o objetivo de se tornar um produtor de referência na Europa“, explica a empresa, referindo-se ao projeto de Vila Velha de Ródão.

Quando este investimento de 75 milhões de euros estiver concluído no final de 2026, o grupo calcula que passará a ter uma capacidade de produção instalada superior a 300 mil toneladas por ano, já que a unidade da Caima, em Constância, está exclusivamente dedicada ao fabrico desta matéria-prima.

José Soares de Pina, CEO da Altri

Segundo a Altri, “a crescente procura de produtos à base de biomateriais, criou oportunidades para a transformação de bio fábricas de fibras com aplicação papeleira para unidades de fibras solúveis mais eficientes e com menor pegada ambiental”, acrescentando que mais de 71% das marcas de moda comprometeram-se a substituir fibras de origem fóssil por fibras de origem natural.

“Em termos globais, de acordo com estudos realizados, 63% dos consumidores expressam a sua preferência por produtos ambientalmente sustentáveis. A Europa responde, em 2025, por 14% da capacidade de produção instalada de fibras solúveis, com os maiores produtores a estarem localizados na Alemanha, Suécia e Áustria”, remata o mesmo comunicado.

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