Lula quis intervir na COP e reuniu com as Partes. Portugal foi um dos três europeus chamados
Os ministros com as pastas de Clima e Ambiente de Portugal, Alemanha e França foram recebidos pelo presidente brasileiro, que pretende dar um impulso às negociações no âmbito da cimeira do Clima,
A três dias do final da 30.ª Conferência das Partes (COP30), em Belém, o presidente brasileiro decidiu intervir nas negociações, num movimento inédito. Lula da Silva reuniu com vários grupos, um deles composto por países europeus, e Portugal foi um dos três chamados à sala, a par da Alemanha e França.
Esta quarta-feira, o presidente brasileiro, Lula da Silva, ao lado da ministra do Ambiente, Marina Silva, e do presidente da COP, André Corrêa do Lago, recebeu a ministra do Ambiente portuguesa, Maria da Graça Carvalho, o Comissário europeu para o Clima, Wopke Hoekstra, Lars Aagaard, que preside o Conselho da UE, assim como os ministros da Alemanha e França com a mesma pasta, para tentar desbloquear alguns dos temas em negociação na cimeira.
Nesta reunião, o presidente brasileiro terá relevado os temas da adaptação e apelado a que as Partes presentes considerassem a integração de um roadmap para o fim do uso dos combustíveis fósseis no acordo. “Nós queremos um calendário, mas nós queremos não uma declaração à margem da COP liderada por países. Nós preferimos que seja um documento negociado, visto com todos os detalhes técnicos dentro das negociações da COP”, explicou a ministra portuguesa, à margem.
Além deste grupo, Lula reuniu-se também com os países africanos, com as pequenas ilhas, com o grupo árabe e, na mesma sala, com a China, a Indonésia e a Índia. “Todos sabemos exatamente o que é que a presidência brasileira, ao seu mais alto nível, espera que saia desta COP. Agora vamos trabalhar para que isso seja uma realidade”, concluiu Maria da Graça Carvalho.
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