Segurança privada sobe 8,5% faturação para os 1,2 mil milhões de euros em 2024
A atividade de vigilância tem a maior fatia de receita, mas as atividades de exploração de sistemas eletrónicos de segurança foram as que registaram maior crescimento.
O volume de negócios das empresas de segurança privada em Portugal subiu 8,5% em 2024, face ao ano anterior, para mais de 1,2 mil milhões de euros, segundo dados da Informa D&B conhecidos esta sexta-feira. A atividade de vigilância tem a maior fatia de receita, mas as atividades de exploração de sistemas eletrónicos de segurança foram as que registaram maior crescimento.
Com receitas de 837 milhões de euros, a atividade de vigilância mantém a maior fatia de proveitos do setor, tendo crescido 8% face a 2023. Mas foram as resultantes da instalação, manutenção e exploração de sistemas eletrónicos de segurança, as que registaram “um comportamento mais dinâmico”, aponta a Informa D&B. A atividade cresceu 9,8%, para os 291 milhões de euros.
O segmento de transporte de valores manteve igualmente a tendência ascendente, uma subida de 9,3%, para um volume de negócios de 82 milhões.
Setor com elevada concentração nas receitas
A Administração Pública é o principal cliente do setor, representando quase um terço (29%) do volume de negócios total. No setor privado, destacam-se as empresas de transporte e outros serviços, bem como o setor doméstico.
O setor caracteriza-se uma uma elevada concentração ao nível de receitas — no ano passado, os cinco principais operadores detinham pouco mais de metade do volume de negócios, enquanto a quota dos 10 principais rondava os 75%. —, sendo maioritariamente constituído por empresas de pequena e média dimensão. Cerca de 43% do total das empresas tem menos de 100 empregados e apenas 11 contam com mais mil pessoas ao serviço.

Os dados da Informa D&B traçam ainda o retrato do setor até ao terceiro trimestre, denotando-se uma retração no número de operadores. “Em setembro de 2025, existiam 77 empresas habilitadas a prestar serviços de segurança privada pelo Ministério da Administração Interna, menos seis do que um ano antes e menos 33 do que em 2006”, detalha a Informa D&B.
Em termos de atividade, “66 empresas tinham alvará para prestar serviços de vigilância e proteção pessoal, 44 para operar no mercado de sistemas eletrónicos de segurança e quatro no segmento de transporte e guarda de valores”, descreve.
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