Ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro detido pela Polícia Federal
Juiz cita risco de fuga e de apoiantes acampados atrapalharem a monitorização policial da prisão domiciliar do ex-presidente, que em setembro foi condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe.
O ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro foi preso este sábado pela Polícia Federal (PF), confirmou o advogado à Reuters. Segundo uma fonte da PF, que também relatou a detenção, a prisão de Bolsonaro é preventiva e não tem relação direta com a condenação a 27 anos e 3 meses de prisão que o Supremo Tribunal Federal (STF) impôs em setembro por tentativa de golpe de Estado e outros crimes.
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O advogado Celso Vilardi, da defesa de Bolsonaro, disse à Reuters que não tinha no momento comentários adicionais a fazer sobre a detenção do ex-presidente. A assessoria de comunicação da Diretoria Técnico-Científica da PF confirmou que Bolsonaro estava a passar por exames na Superintendência da PF em Brasília este sábado.
“O ex-presidente Bolsonaro está a fazer exame ad cautelum no INC Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal, neste momento”, informou o órgão.
Sem citar Bolsonaro, a PF divulgou a seguinte nota. “A Polícia Federal cumpriu neste sábado (22/11), em Brasília/DF, um mandado de prisão preventiva em cumprimento a decisão do Supremo Tribunal Federal”, afirmou.
Juiz cita risco de fuga
O juiz Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes ordenou a detenção numa decisão judicial, vista pela Reuters, citando o risco de apoiantes acampados atrapalharem a monitorização policial da prisão domiciliar de Bolsonaro. Também observou evidências de adulteração do monitor de tornozelo do ex-presidente na noite anterior.
“O tumulto causado por uma reunião ilegal de apoiantes do condenado tem uma forte probabilidade de colocar em risco a prisão domiciliar e outras medidas cautelares, permitindo a sua eventual fuga”, escreveu o juiz do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes na decisão que ordenou a detenção.
O juiz citou evidências de que Bolsonaro havia considerado anteriormente pedir asilo na embaixada argentina em Brasília. Um dos seus filhos e outros aliados próximos fugiram do Brasil para evitar o alcance dos tribunais do país, observou Moraes na sua decisão.
Outro advogado de Bolsonaro se recusou a comentar imediatamente com base na decisão do tribunal.
(Notícia atualizada às 12h13 com mais informação sobre motivo da detenção)
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