BRANDS' ECO Conheça os vencedores do Prémios Industry Club
Os Prémios Industry Club, que derivam da iniciativa conjunta da NOS, COTEC, INESC TEC, Kaizen Institute e Porto Business School, foram entregues a três projetos de transformação. Conheça-os aqui.
A Industry Club é uma iniciativa conjunta da NOS, COTEC, INESC TEC, Kaizen Institute e Porto Business School, criada em 2024, que tem como missão impulsionar a transformação digital e a competitividade da indústria portuguesa. A plataforma promove a partilha de boas práticas, formação e networking, aproximando líderes e decisores do setor industrial.
Escolha o ECO como fonte preferida no Google
Este ano, pela primeira vez, a iniciativa decidiu fazer a atribuição de Prémios Industry Club a projetos e líderes que estão a liderar a transformação através de casos de sucesso relevantes nos chãos de fábrica. Ao todo, foram três os vencedores que receberam o prémio durante a conferência The Voices of Industry, que decorreu esta quarta-feira, na Casa da Música, no Porto.

“É a primeira vez que o Club decidiu entregar este prémio. E o grande objetivo é realmente distinguir projetos que se diferenciam pela componente de visão, de estratégia, de disrupção, mas, acima de tudo, que trouxeram impactos operacionais relevantes ao nível do chão de fábrica. Estamos a falar em impactos ao nível de eficiência, da produtividade e nas diferentes formas de trabalhar”, começou por dizer Gonçalo Nascimento, Responsável pela Área de Indústria 4.0 da NOS.
O primeiro projeto premiado foi o “Gémeo Digital 3D”, da EFACEC, que se trata de uma réplica virtual e em tempo real de uma fábrica para monitorizar e analisar o processo produtivo. A solução, que integra sensores, câmaras e outras tecnologias para recolher dados, já aumentou em 30% a produtividade e já reduziu o desperdício em 25%.

“Todos estes projetos de transformação digital obrigam a um esforço das organizações. No nosso caso, obrigou-nos a pensar as nossas fábricas ao nível da analítica, da digitalização e a conhecer muito bem os nossos processos. A empresa tem muitos anos, é conhecida no mercado, mas do ponto de vista de digitalização, de analítica e de processo, precisamos de recorrer a este tipo de projetos para nos ajudar nos processos de decisão e a conhecer muito bem o negócio para projetar estas estratégias no mercado onde estamos a atuar. E esta nomeação dá-nos ainda mais força para levar este projeto a outras fábricas em Portugal“, afirmou Hélder Almeida, da EFACEC.
A segunda premiação foi entregue ao projeto “Smart Injection”, um sistema de Inteligência Artificial, desenvolvido pela Microplásticos, para recolha e rastreabilidade de dados em tempo real de parâmetros críticos das linhas de injeção. Entre os impactos que a solução trouxe à empresa está a redução da taxa de injeção em 3%; o aumento do OEE em 5%; a redução do tempo de manutenção em 10% nas máquinas e 20% nos moldes.

“É sempre bom quando vemos o nosso trabalho ser reconhecido, mas os resultados é que importam no chão de fábrica. Nós trabalhamos no mercado automóvel, o que obriga a que a única forma de nos mantermos competitivos é continuarmos a inovar e a fazer diferente. Na digitalização dos processos de injeção, o nosso grande desafio foi a quantidade enorme de dados. Hoje em dia é fácil aceder aos dados, mas depois temos muitos dados para tratar e a única forma de os tratar é utilizando a IA para filtrar aquilo que é bom daquilo que não serve para nada. E foi isso que este processo nos veio mostrar – é preciso ter dados coerentes e bons porque com dados maus não há inteligência que seja suficiente para separar o trigo do joio“, reconheceu Luís Pereira, da Microplásticos.
O último projeto premiado foi o IOT 5G, da Azevedos Indústria, que se trata de uma instalação de uma rede 5G para passar a transferir o processamento de IA para um ambiente de computação em nuvem. Esta solução, além de permitir a redução em 15% do equipamento produtivo, também diminuiu o tempo de processamento em 10%.

“A Azevedos Indústria produz produtos indústrias para o setor da cortiça. E este projeto nasceu da necessidade de termos inspeções mais rigorosas, com recurso a IA, o que colocava a necessidade de o cérebro do nosso processamento estar no chão de fábrica. Só que o ambiente no chão de fábrica nem sempre é o mais limpo, por isso a ideia era passar tudo para uma lógica de cloud. Com isso, tornamos os nossos equipamentos mais acessíveis ao consumidor final e temos uma nova forma de negócio porque conseguimos disponibilizar o Software as a Service”, concluiu João Peixoto, da Azevedos Indústria.

Assine o ECO Premium
No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.
De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.
Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.
Comentários ({{ total }})
Conheça os vencedores do Prémios Industry Club
{{ noCommentsLabel }}