Depois de França, Bruxelas faz mira à Shein por venda de bonecas sexuais infantis

Comissão Europeia solicitou formalmente à Shein informações sobre alegada venda de produtos ilegais, depois de França ter travado a plataforma chinesa por vender armas e bonecas pedopornográficas.

Depois de ter sido bloqueada em França, a Shein enfrenta agora pressão da União Europeia pela alegada venda de bonecas sexuais infantis e de armas na sua loja online. Esta quarta-feira, a Comissão Europeia enviou um pedido de informação formal à plataforma chinesa, admitindo que esta “pode constituir um risco sistémico para os consumidores” europeus.

“A Comissão está agora a questionar formalmente a plataforma para que forneça informação detalhada e documentos internos sobre a forma como garante que os menores não são expostos a conteúdo inapropriado para a idade (…) e sobre como previne a circulação de produtos ilegais na plataforma”, indicou Bruxelas num comunicado. “A Comissão inquiriu também sobre a eficácia das medidas de mitigação adotadas pela Shein”, acrescenta a nota divulgada esta quarta-feira.

Considerada uma plataforma de muito grande dimensão ao abrigo do Digital Services Act (DSA), a nova regulamentação europeia dos serviços digitais, este primeiro passo da Comissão aperta ainda mais o cerco europeu à empresa com origem em Nanjing e sede em Singapura. Isto porque a empresa está sob forte pressão em França pelos mesmos motivos, país onde a sua loja online está inacessível desde 5 de novembro, depois de o Governo francês ter concluído que existiam brinquedos pedopornográficos e armas à venda no site da empresa.

Na altura, a Shein garantiu a sua colaboração com as autoridades francesas e mostrou-se disponível para partilhar as identidades dos compradores dos produtos ilegais.

O anúncio da Comissão sucede também à notícia de que Paris irá solicitar judicialmente a suspensão da Shein em França por três meses, conforme avançou o ministro das Finanças francês, citado pela Reuters. França anunciou também nesta quarta-feira que vai processar o AliExpress e a Joom pela venda das referidas bonecas sexuais com aparência infantil.

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