Idade da reforma sobe para 66 anos e 11 meses em 2027
Estimativa provisória da esperança média de vida para o triénio terminado em 2025 foi divulgada esta quinta-feira, o que permite calcular a idade da reforma que vai vigorar em 2027.
A idade da reforma vai fixar-se em 66 anos e 11 meses em 2027, de acordo com os cálculos feitos pelo ECO com base nos dados da esperança média de vida publicados esta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Em causa está uma subida de dois meses face à idade normal de acesso à pensão que estará em vigor em 2026.
Por lei, a idade da reforma evolui em função da esperança média de vida aos 65 anos. Esta quinta-feira, o INE publicou o valor provisório para o triénio compreendido entre 2023 e 2025: 20,19 anos, isto é, mais 0,17 anos do que o registado no triénio anterior.
Com base nesse dado, é possível perceber agora que a idade normal de acesso à pensão de velhice em 2027 será de 66 anos e 11 meses.
De notar que até 2013 a idade da reforma estava fixada em 65 anos. Em 2014, porém, subiu para 66 anos, e, a partir daí, ficou indexada aos ganhos da esperança média de vida aos 65 anos.
Por exemplo, entre 2019 e 2020, a idade de acesso à pensão estacionou nos 66 anos e cinco meses, em resultado de um aumento muito ligeiro da esperança média de vida. Já por causa da mortalidade gerada pela Covid-19, a idade da reforma recuou, de forma inédita, em 2023, para 66 anos e quatro meses.
E ficou estável nesse valor em 2024. Já em 2025, subiu para 66 anos e sete meses. Em 2026 vai passar para 66 anos e nove meses, conforme já escreveu o ECO.
Os pensionistas que contem com mais de 40 anos de contribuições têm, importa explicar, acesso à “idade pessoal da reforma”, isto é, está previsto um desconto de quatro meses em relação à idade normal de acesso à pensão por cada de descontos que o trabalhador tiver acima dos 40. No limite, é possível passar à pensão antes dos 65 anos, sem qualquer corte.
Os dados divulgados esta quinta-feira pelo INE permitem também calcular o corte das pensões antecipadas associado ao chamado fator de sustentabilidade. Segundo as contas do ECO, vai subir dos atuais 16,93% para 17,63% já a partir de janeiro do próximo ano.
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