Portugueses preferem fazer as compras na loja mas online já influencia metade das decisões
O efeito research online, purchase offline já tem uma expressão significativa, com 53% dos consumidores portugueses a procurar informação sobre produtos na internet e concluir a compra na loja.
A quase totalidade dos consumidores portugueses continua a preferir a loja física para fazer as suas compras (99,8%), mas o efeito ROPO (research online, purchase offline) já tem uma expressão significativa, com mais de metade (53%) dos consumidores a declarar procurar informação sobre produtos e marcas na internet e concluir a compra na loja física.
Já entre os consumidores que planeiam as suas compras com lista, apenas 18,45% dizem cumprir estritamente o planeado, enquanto 75% admitem incluir produtos não previstos e 6,4% reconhecem comprar mais do que o inicialmente definido — dados que ajudam a explicar o porquê de 82% dos shoppers portugueses”considerarem oportuna a comunicação no ponto de venda”.
As conclusões são do estudo “Hábitos de Compra do Shopper Português 2025”, desenvolvido pela in-Store Media em parceria com a NielsenIQ, em julho de 2025, junto de uma amostra de 800 pessoas residentes em Portugal, com idades compreendidas entre os 18 e os 64 anos, responsáveis, no respetivo lar, pela compra de produtos alimentares, de higiene pessoal ou limpeza doméstica.
“O estudo mostra que os consumidores estão cada vez mais recetivos à comunicação no momento da decisão de compra, quer seja na loja física ou nos canais online. Por outro lado, vemos um shopper cada vez mais informado antes de chegar à loja, mas a decisão só é tomada na última milha da jornada de compra“, diz Jordi Cassany, diretor-geral da in-Store Media Portugal, citado em nota de divulgação do estudo.
Jordi Cassany acrescenta que “com a decisão a ser tomada no canal do retalhista, seja físico ou digital, é o retail media que tem a capacidade de influenciar a decisão de compra do consumidor, no momento da escolha, sobretudo quando ativado nos momentos certos”.
O estudo mostra também que os portugueses são considerados shoppers multi-insígnia, uma vez que 70% admitem fazer compras no Continente, no Pingo Doce e no Lidl, e que o gasto médio anual dos consumidores em FMCG (fast-moving consumer goods) subiu de 4.289 para 4.311 euros.
No que diz respeito à cadência de compra, mais de metade (58%) dos consumidores desloca-se todas as semanas a uma loja para fazerem as compras principais para o lar, enquanto 25% o faz a cada 15 dias. As compras complementares mantêm também uma elevada frequência, com 43% dos portugueses a fazerem-nas duas a três vezes por semana e 36% semanalmente.
Já em termos de tempo médio dedicado às compras, 67% dos shoppers portugueses passam mais de uma hora por visita (34% entre 60–90 minutos e 33% mais de 90 minutos). “Esta permanência em loja traduz-se em múltiplas oportunidades de contacto publicitário qualificado, num ambiente percebido como menos intrusivo do que outros meios e em que a atenção está naturalmente orientada para a decisão de compra“, sublinha-se na nota de divulgação do estudo.
As compras são feitas sobretudo ao sábado e à sexta-feira quer na loja física, quer online. Na loja física, destacam-se as janelas entre as 9h e as 12h e as 18h e as 21h. No online, o pico encontra-se entre as 18h e as 21h, sendo que cerca de 20% das compras acontecem depois das 21h, “reforçando a utilidade de planos omnicanal que prolonguem a presença das marcas para lá do horário típico de loja”.
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