Aegon estuda vender participação nas seguradoras de Portugal e Espanha
Os 51% do capital Aegon nas joint ventures com o Santander em Portugal e Espanha têm possibilidades de mudar de mãos. Seguradora neerlandesa quer mudar a base para o Estados Unidos.
A seguradora neerlandesa Aegon está a considerar desinvestir fora dos Estados Unidos e concentrar-se nesse mercado onde já realiza 70% do seu negócio, divulgou a Bloomberg.
Para além da Aegon UK, a seguradora está a estudar a possibilidade de vender a sua quota de 51% nas joint ventures que mantém com o Banco Santander em Portugal e Espanha.
Esperam-se novidades no próximo dia 10 de dezembro no “Capital Market Day” da Aegon, grupo que prevê atingir 9,85 mil milhões de euros de prémios em 2025, tem um valor de mercado, à data de 3 de dezembro, de cerca de 10,7 mil milhões, e espera lucros de 1,32 mil milhões para este ano.
Deslocalização em curso
A possível deslocalização do quartel-general da seguradora de Schipol, em Amesterdão, para os Estados Unidos também estará em equação. A sede social já foi transferida para a Bermuda em 2023 e é a supervisão local que assegura a conformidade da Aegon a nível mundial.
Na Europa, a Aegon tem subsidiária no Reino Unido com operações no mercado de pensões, seguros de vida, investimentos, dirigidas a particulares, empregadores e consultores financeiros no Reino Unido.
Nos mercados “Espanha & Portugal” — a seguradora mantém uma parceria estratégica com Banco Santander para distribuir seguros de vida risco, saúde e não-vida nos seus balcões até 2037. Os seguros financeiros em Portugal são controlados pelo próprio Banco Santander, através da Santander Seguros.
Ainda em Portugal, as entidades Aegon Santander Portugal (Vida e Não Vida) resultaram formalmente da venda de 51% das seguradoras anteriormente 100% detidas pelo Santander Totta para a Aegon no fim de 2014. Em 2018 houve uma expansão do âmbito da parceria em Espanha para incluir carteiras do Banco Popular – após a integração deste no Grupo Santander — implicando a transferência e integração de carteiras em vigor e autorização para emissão adicional em certas linhas.
O grupo tem subsidiárias nos Países Baixos, origem da holding, embora a Aegon tenha reduzido a operação direta de seguros no mercado doméstico, a estrutura corporativa original incluía diversas entidades nas áreas dos seguros de vida, seguros não-vida, banca direta, pensões e poupança.
A Aegon AM, é outra divisão importante, faz gestão de ativos com uma atividade significativa pan-europeia e global, incluindo gestão de fundos, pensões e investimentos para diferentes tipos de clientes. No final de 2023 tinha 293 mil milhões de ativos sob gestão.
Na Europa de Leste a Aegon teve operações na Hungria, Polónia, República Checa, Eslováquia, Roménia e Turquia, mas vendeu esses negócios de seguros, pensões e asset management ao Vienna Insurance Group (VIG), saindo formalmente desses mercados em 2023.
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