BRANDS' ECO Projeto inovador do Hospital da Luz com a Siemens permite reduzir consumos energéticos hospitalares

  • Conteúdo Patrocinado
  • 4 Dezembro 2025

O ‘ActGreen’ posiciona Portugal como país pioneiro na adoção de soluções inovadoras de gestão e poupança energética no setor da saúde.

Um projeto inovador, no âmbito da sustentabilidade energética de grandes hospitais, juntou a multinacional Siemens à Luz Saúde. Com o objetivo de ‘reduzir a pegada de carbono associada aos equipamentos de ressonância magnética’, o ActGreen já está a dar resultados e promete poupanças importantes nos consumos hospitalares de eletricidade.

“A importância do ActGreen reside na sua capacidade de gerar valor ambiental, económico e operacional de forma simultânea. Permite uma poupança energética significativa, reduz emissões associadas ao consumo de eletricidade por exame, e prova que é possível fazer transição energética nos cuidados de saúde sem comprometer a qualidade assistencial. É um projeto escalável, replicável e alinhado com os princípios ESG, traduzindo o compromisso do grupo com uma saúde mais sustentável e preparada para os desafios do futuro”. Gonçalo Leal é diretor de Diagnóstico por Imagem da Luz Saúde e foi o responsável pelo desenvolvimento deste projeto nas unidades Hospital da Luz. Explica o que é, como nasceu e que resultados já foram conseguidos com a implementação do ActGreen, em parceria com a Siemens Healthineers.

Gonçalo Leal é diretor de Diagnóstico por Imagem da Luz Saúde e foi o responsável pelo desenvolvimento do projeto nas unidades Hospital da Luz

O que é o ActGreen? Qual a importância deste projeto?

O ActGreen é um projeto desenvolvido pelo Grupo Luz Saúde com o objetivo de reduzir a pegada de carbono associada aos equipamentos de Ressonância Magnética (RM), um dos sistemas de maior consumo energético em ambiente hospitalar, operando 24/7 com requisitos térmicos e magnéticos exigentes. Através da implementação de sistemas automatizados de gestão energética, o projeto permite ligar e desligar componentes dos equipamentos de forma inteligente, otimizando o seu funcionamento fora do horário clínico e eliminando consumos desnecessários. Esta automação reduz a dependência de tarefas manuais por parte dos técnicos, padroniza a operação e assegura ganhos consistentes de eficiência.

A importância do ActGreen reside na sua capacidade de gerar valor ambiental, económico e operacional de forma simultânea. Permite uma poupança energética significativa, reduz emissões associadas ao consumo de eletricidade, e prova que é possível fazer transição energética nos cuidados de saúde sem comprometer a qualidade assistencial. É um projeto escalável, replicável e alinhado com os princípios ESG, traduzindo o compromisso do grupo com uma saúde mais sustentável e preparada para os desafios do futuro.

Sustentabilidade é a palavra-chave do projeto. De que modo, neste caso concreto, ela se relaciona com a atividade de equipamentos de imagiologia?

Neste caso, a sustentabilidade está profundamente ligada à forma como os equipamentos de imagiologia são selecionados, operados e geridos no contexto hospitalar. O projeto ActGreen demonstra que a redução do consumo energético em equipamentos de alto desempenho, como os de Ressonância Magnética, é não só possível como desejável, sem comprometer a qualidade assistencial. Esta abordagem está também alinhada com a necessidade de racionalizar o uso de recursos escassos, como o iodo, utilizado em meios de contraste, ou o hélio líquido, fundamental no funcionamento das RM, cuja escassez global exige práticas clínicas mais responsáveis. Além disso, a sustentabilidade aplica-se à gestão do capital humano, uma vez que equipamentos mais eficientes e processos otimizados contribuem para ambientes de trabalho mais atrativos e tecnologicamente avançados, o que é essencial para atrair e reter profissionais diferenciados num setor altamente competitivo.

Quais são os resultados obtidos até agora?

Até à data, o ActGreen foi implementado em dez equipamentos de Ressonância Magnética, num universo de 38 equipamentos que o grupo detém. A poupança energética obtida foi de 203 megawatts e 34 toneladas de CO2, o que equivaleu a cerca de 25 mil euros em consumos energéticos para os 10 equipamentos, valor que poderá triplicar com a extensão do projeto ao restante parte instalado. Esta poupança resulta da redução significativa de horas de funcionamento desnecessário dos equipamentos, agora automatizados. Os resultados demonstram que é possível alcançar eficiência energética real, sem impacto na atividade clínica ou na experiência do doente.

Qual o impacto concreto que teve este projeto na operação hospitalar?

O impacto do ActGreen na operação hospitalar foi positivo e sem qualquer perturbação na atividade assistencial. A automatização dos processos libertou os técnicos de tarefas rotineiras, como o ligar e desligar manual dos equipamentos no início e fim de cada dia, melhorando a eficiência da operação e garantindo maior consistência no uso dos sistemas. Para além disso, o projeto reforçou a padronização de procedimentos entre unidades e serviu como um exemplo de como pequenas alterações tecnológicas podem gerar ganhos operacionais significativos com pouco esforço de implementação.

Como foi feito o envolvimento dos profissionais de saúde que trabalham nesta área e com este equipamento?

Numa fase inicial do projeto ActGreen, optou-se por um envolvimento muito reduzido dos profissionais de saúde, nomeadamente dos técnicos de radiologia, com o objetivo de obter uma avaliação realista e não condicionada dos padrões de consumo energético dos equipamentos de Ressonância Magnética. A prioridade era perceber com rigor o comportamento energético do parque instalado em condições operacionais normais, sem interferência externa.

Após a primeira fase de implementação e validação técnica do sistema automatizado, foi então promovido o envolvimento ativo dos técnicos responsáveis pelas unidades, aos quais foi apresentado o projeto em detalhe, os seus objetivos, os resultados preliminares e as alterações operacionais necessárias. Esta segunda fase foi essencial para garantir a apropriação do projeto pelas equipas no terreno, assegurando uma transição suave, uma comunicação clara e uma aplicação consistente dos novos procedimentos.

Os nossos doentes sentem de algum modo o impacto do ActGreen na sua relação com o hospital?

Embora os doentes não sintam alterações diretas na realização dos exames, uma vez que os protocolos clínicos e a qualidade dos procedimentos se mantêm inalterados, o projeto ActGreen tem um impacto indireto na sua relação com o hospital. Ao melhorar a eficiência operacional, reduzir custos e afirmar a instituição como promotora ativa de práticas sustentáveis, contribui-se para reforçar a confiança, a reputação e o compromisso ambiental do grupo perante quem nos procura. Este tipo de iniciativas reforça a perceção positiva do hospital como organização moderna, responsável e alinhada com os desafios do futuro.

Porquê a Siemens Healthineers como nossa parceira neste projeto?

A Siemens Healthineers foi o parceiro neste projeto por ser o fornecedor com maior representatividade no parque instalado de Ressonância Magnética do Grupo Luz Saúde. Esta presença significativa facilitou a implementação à escala, assegurando um impacto mais abrangente e imediato. No entanto, importa sublinhar que o ActGreen foi concebido desde o início como um projeto agnóstico em relação ao fabricante, o que significa que pode ser replicado em equipamentos de outros fornecedores. A escolha da Siemens assentou numa relação pré-existente de parceria estratégica, na capacidade técnica demonstrada e na facilidade de integração com os sistemas existentes.

Como se enquadra este projeto no contexto da estratégia de sustentabilidade da Luz Saúde?

O projeto ActGreen está totalmente alinhado com a estratégia de sustentabilidade do Grupo Luz Saúde, que tem como prioridade a integração dos princípios ESG na atividade clínica e operacional. Este projeto é um exemplo claro de como a tecnologia pode ser aplicada de forma pragmática para alcançar objetivos ambientais, económicos e sociais. Contribui para a redução da pegada de carbono, promove a eficiência energética, melhora a operação dos serviços e envolve ativamente os profissionais de saúde. É, por isso, uma iniciativa que traduz em ações concretas o compromisso da organização com um sistema de saúde mais sustentável, resiliente e orientado para o futuro.

Ressonância magnética intraoperatoria do Hospital da Luz Lisboa

Luz Saúde, em parceria com a Siemens Healthineers, vence prémio de sustentabilidade ambiental

Implementado pela Siemens no Hospital da Luz, o ActGreen posiciona Portugal como país pioneiro na adoção de soluções inovadoras de gestão e poupança energética no setor da saúde.

Segundo os seus responsáveis, ‘a colaboração com o grupo Luz Saúde insere-se no âmbito de parcerias estabelecidas com várias entidades do setor’, uma vez que ‘a sustentabilidade energética constitui uma prioridade para ambas as organizações, onde a eficiência energética e a responsabilidade ambiental desempenham um papel central’.

E acrescentam: ‘Na Siemens Healthineers, a sustentabilidade é um elemento central da nossa abordagem de parceria com os clientes. Reconhecemos que a eficiência energética, a redução do desperdício e a gestão responsável dos recursos não são apenas uma necessidade ambiental, mas também contribuem diretamente para a otimização de custos, a fiabilidade dos equipamentos e a melhoria da qualidade dos cuidados de saúde. Ao integrarmos práticas sustentáveis nas nossas soluções — que começam logo na conceção e no desenho dos equipamentos, onde parte dos materiais utilizados são recicláveis, e também nos programas de atualização de hardware e software que prolongam a vida útil dos equipamentos, nos softwares que promovem a sustentabilidade energética e nos nossos programas de recondicionamento que dão aos equipamentos uma “segunda vida” — ajudamos os nossos clientes a alcançar os seus objetivos de eficiência e responsabilidade ambiental, ao mesmo tempo que promovemos a acessibilidade e qualidade dos cuidados de saúde’.

Por fim, assinalam: ‘Estamos muito satisfeitos com os resultados obtidos. Este projeto permitiu identificar e quantificar de forma precisa os consumos energéticos nos sites que fazem parte do projeto-piloto e nas suas condições específicas, onde destacamos o potencial de poupança energética na ordem dos 46% para os períodos não produtivos dos equipamentos e de até 60% para os exames realizados com a nossa solução de IA – resultados que permitiram alcançar ganhos reais com impacto a nível operacional e ambiental nas unidades incluídas no projeto, reforçando também o alinhamento estratégico entre as duas organizações quanto à importância e interligação entre inovação tecnológica e sustentabilidade’. Para concluir: ‘Sabemos que ainda há caminho a percorrer e que é um caminho feito de colaboração lado a lado com os nossos parceiros. E o objetivo é claro: gerar valor real e mensurável para as instituições de saúde e para os cuidados ao doente, que colocamos sempre no centro de todas as decisões’.

Luz Saúde vence prémio de sustentabilidade ambiental

A cerimónia realizou-se no passado dia 26 de novembro, no Auditório João Lobo Antunes, Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. E a antiga ministra da Saúde, Maria de Belém Roseira, presidente do júri, fez a entrega do prémio. O ActGreen, um projeto inovador, no âmbito da sustentabilidade energética de grandes hospitais, que juntou a multinacional Siemens à Luz Saúde, foi o grande vencedor do prémio Sustentabilidade Ambiental.

Gonçalo Leal, diretor de Diagnóstico por Imagem da Luz Saúde, e Filipa Rapazote, Head of Enterprises Services

O prémio ‘Inovação em Saúde: Todos pela Sustentabilidade’, promovido pela Sanofi, Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL) e NTT DATA Portugal, distingue todos os anos projetos inovadores nas áreas Sustentabilidade Social, Sustentabilidade Económica, Sustentabilidade Ambiental e Sustentabilidade na Transformação Digital. Trata-se de uma iniciativa, segundo o site oficial, “que visa alavancar a sustentabilidade na área da saúde, fomentar a inovação em saúde sustentável, promover a introdução de tecnologias e processos inovadores na investigação e prática clínicas, reforçar a aproximação à academia e divulgar boas práticas”. E destina-se a “entidades e indivíduos singulares que desenvolvam projetos ou iniciativas que contribuam para a sustentabilidade na área da saúde, nas suas várias dimensões – social, económica, ambiental e de transformação digital”.

O ActGreen, o projeto vencedor da Luz Saúde com a Siemens, já está a dar resultados em 10 unidades da rede Hospital da Luz e promete poupanças importantes nos consumos hospitalares de eletricidade, revelando-se assim como um importante instrumento para a sustentabilidade energética dos grandes hospitais.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comentários ({{ total }})

Projeto inovador do Hospital da Luz com a Siemens permite reduzir consumos energéticos hospitalares

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião