The Economist põe Portugal no topo das economias em 2025. “Doce como um pastel de nata”
Portugal lidera o ranking global da The Economist em 2025, sustentado por crescimento acima da média europeia, inflação controlada e ganhos expressivos na bolsa. "Doce como um pastel de nata".
Portugal foi destacado pela revista The Economist como a economia com melhor desempenho em 2025 entre 36 países maioritariamente desenvolvidos. O ranking anual do semanário britânico coloca o país no primeiro lugar devido à combinação de crescimento do PIB acima da média europeia, inflação controlada e valorização do mercado acionista português ao longo do ano.
Uma economia “doce como um pastel de nata”, classifica o The Economist. “É a reformar com coragem e a tornar o país mais competitivo e produtivo que vamos continuar a criar emprego, a aumentar os salários e a reforçar o Estado social“, reage Luís Montenegro na rede social X.
A distinção surge num ano marcado pela incerteza global, marcada por guerras comerciais e tensões geopolíticas, em que, apesar das nuvens no horizonte, o crescimento mundial deverá manter-se em torno dos 3%, um ritmo semelhante ao de 2024. Num contexto em que a inflação continua acima dos 2% na maioria das economias da OCDE, Portugal destacou-se pela capacidade de equilibrar crescimento e estabilidade de preços.

O estudo avalia cinco indicadores centrais inflação, amplitude da inflação, crescimento económico, evolução do emprego e desempenho bolsista. Na síntese da revista britânica, Portugal destacou-se por “forte crescimento do PIB, baixa inflação e um mercado acionista dinâmico”, fatores que, em conjunto, empurraram o país para o topo da tabela que no ano passado tinha sido liderada pela vizinha Espanha.
Segundo a The Economist, o turismo continuou a ser um dos principais motores da economia portuguesa, ao mesmo tempo que a chegada de residentes estrangeiros com maior capacidade financeira alimentou a procura e investimento. Estes elementos contribuíram para um crescimento económico significativamente superior à média da Zona Euro.
A revista sublinha ainda o bom comportamento da bolsa portuguesa, que valorizou mais de 20% em 2025, colocando Portugal entre os mercados acionistas com melhor performance global.
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O ranking da The Economist confirma uma tendência recente de recuperação nas economias do sul da Europa. Depois da liderança de Espanha em 2024, Portugal ocupa agora o topo, seguido de perto por Irlanda, Israel, Grécia e Espanha.
Economias como Grécia e Espanha, antigas protagonistas das crises de dívida da década de 2010, continuam a surpreender pela positiva, enquanto Irlanda mantém um ritmo expressivo, embora distorcido pelo impacto das multinacionais nos seus dados oficiais de PIB.
No outro extremo, a Europa do Norte enfrenta maiores dificuldades. Estónia, Finlândia e Eslováquia aparecem nos últimos lugares do ranking, penalizadas por inflação persistente e fraco dinamismo económico. Mesmo Alemanha e Reino Unido, embora com uma ligeira recuperação face a anos anteriores, continuam a meio da tabela — longe dos tempos em que lideravam o crescimento europeu. Os EUA surgem apenas a meio da tabela devido a uma inflação ainda elevada, apesar de um mercado de trabalho resistente.
A The Economist também destaca o crescimento “real” de Portugal, suportado por setores com forte impacto na economia doméstica. O turismo — responsável por mais de 15% do PIB –, o setor tecnológico e o crescimento das exportações de serviços ajudaram a criar emprego e rendimento disponível, reforçando a posição do país relativamente a 2024.
“É um reconhecimento claro de que o caminho de responsabilidade, estabilidade e confiança que temos defendido está a dar resultados”, destacou também Joaquim Miranda Sarmento, ministro de Estado e da Finanças, pela rede social X.
Enquanto isso, economias dependentes de matérias-primas, como Noruega, ou fortemente expostas à desaceleração comercial, como Coreia do Sul, viram as exportações cair e a criação de emprego abrandar.
A revista observa que a inflação continua acima dos 2% na maioria do espaço OCDE, embora Portugal se tenha diferenciado pela capacidade de manter os preços sob controlo num ano de instabilidade geopolítica e pressões orçamentais.
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