EUA levantam sanções contra juiz brasileiro que preside caso de Bolsonaro

  • Lusa
  • 12 Dezembro 2025

Os EUA tinham sancionado em julho Alexandre de Moraes, o juiz relator do processo que condenou Jair Bolsonaro a mais de 27 anos de prisão.

Os Estados Unidos levantaram esta sexta-feira as sanções financeiras impostas ao juiz brasileiro Alexandre de Moraes, que preside o caso contra o ex-Presidente brasileiro Jair Bolsonaro, aliado de Donald Trump.

A informação foi avançada num comunicado divulgado pelo Escritório de Controlo de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro norte-americano. Os EUA sancionaram Moraes ao abrigo da Lei Global Magnitsky em julho.

O deputado federal brasileiro Eduardo Bolsonaro, radicado nos Estados Unidos, já lamentou a retirada pelos norte-americanos de sanções impostas a Alexandre de Moraes, o juiz relator do processo que condenou o pai, Jair, a mais de 27 anos de prisão.

“Recebemos com pesar a notícia da mais recente decisão anunciada pelo Governo americano. Somos gratos pelo apoio que o Presidente Trump demonstrou ao longo dessa trajetória e pela atenção que dedicou à grave crise de liberdades que assola o Brasil”, escreveu nas redes sociais Eduardo Bolsonaro, que se encontra há vários meses nos Estados Unidos a fazer lobby por sanções ao seu próprio país, numa forma de pressionar as autoridades no processo que levou o seu pai à prisão.

Na mesma nota, assinada também por Paulo Figueiredo, brasileiro com nacionalidade norte-americana e radicado no país, neto de João Figueiredo, último Presidente da ditadura militar do Brasil, os dois lamentam que “a sociedade brasileira, diante da janela de oportunidade que teve em mãos, não tenha conseguido construir a unidade política necessária para enfrentar seus próprios problemas estruturais”.

“A falta de coesão interna e o insuficiente apoio às iniciativas conduzidas no exterior contribuíram para o agravamento da situação atual”, acrescentaram.

Os Estados Unidos revogaram o visto de Moraes em julho e impuseram-lhe sanções financeiras após o magistrado ter ordenado uma série de medidas cautelares contra Bolsonaro durante o julgamento por tentativa de golpe, que terminaria na condenação em setembro a 27 anos e três meses prisão.

A medida do Departamento do Tesouro foi enquadrada na Lei Magnitsky, que autoriza o executivo norte-americano a impor sanções a cidadãos estrangeiros envolvidos em atos de corrupção ou violações dos direitos humanos. Trump também aumentou as tarifas sobre as exportações brasileiras para 50% em retaliação ao julgamento contra Bolsonaro, mas Lula da Silva reagiu, afirmando que a soberania e a democracia do Brasil não eram negociáveis.

Apesar da condenação de Bolsonaro, os canais de comunicação entre os Estados Unidos e o Brasil foram reabertos, com os dois líderes a participarem em várias reuniões e Trump a retirar as tarifas sobre certos produtos brasileiros, incluindo carne de vaca, legumes, café e cacau.

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