Portugal entre países da UE onde emprego mais cresce

Malta registou maior crescimento da taxa de emprego entre o segundo e o terceiro trimestre de 2025. Segue-se a Estónia, e logo atrás aparecem a Croácia, Portugal e a Roménia.

Portugal está entre os cinco países da União Europeia (UE) onde o emprego mais cresceu entre o segundo e o terceiro trimestre, segundo as estatísticas publicadas esta sexta-feira de manhã pelo Eurostat. Melhor na fotografia só a Estónia e a Croácia.

“No terceiro trimestre de 2025, a taxa de emprego das pessoas dos 20 aos 64 anos na UE fixou-se em 76,2%, estável em comparação com o segundo trimestre“, começa por indicar o gabinete de estatística, num destaque publicado esta sexta-feira.

O Eurostat detalha que o emprego aumentou em 15 dos Estados-membros que compõem o bloco comunitário, com as subidas mais expressivas a serem registadas em Malta (o emprego cresceu 1,2 pontos percentuais) e na Estónia (mais 0,8 pontos percentuais).

Seguem-se a Croácia, Portugal e Roménia, todos com crescimentos de 0,6 pontos percentuais do emprego.

Por outro lado, na Dinamarca e nos Países Baixos o emprego estabilizou. E caiu em dez Estados-membros: os maiores recuos foram registados na Bélgica (menos 0,7 pontos percentuais), no Luxemburgo e na Irlanda (menos 0,5 pontos percentuais em ambos os casos).

23% dos desempregados encontraram trabalho

Mais de três milhões de pessoas que estavam desempregadas entre abril e junho na União Europeia encontraram um novo posto de trabalho entre julho e setembro, de acordo com os dados divulgados esta sexta-feira pelo Eurostat. Por outro lado, 2,6 milhões de trabalhadores passaram ao desemprego, nesse período.

“Entre o segundo e o terceiro trimestre de 2025, 3,1 milhões de pessoas desempregadas da UE (23,0% de todos os desempregados registado no segundo trimestre) encontraram um novo trabalho“, informa o gabinete de estatísticas.

Também nesse período, sete milhões de pessoas (52,4%) mantiveram-se desempregadas, enquanto 3,3 milhões de pessoas desempregadas (24,5%) passaram à inatividade, isto é, deixaram de procurar um novo posto de trabalho e de estar disponíveis para agarrar uma nova oportunidade.

Por outro lado, de todas as pessoas empregadas no segundo trimestre, 2,6 milhões (1,2%) passaram ao desemprego, no terceiro trimestre. Já 4,7 milhões (2,2%) transitaram diretamente para a inatividade, enquanto 200,8 milhões (96,5%) mantiveram-se empregadas.

Quanto às pessoas que estavam inativas no segundo trimestre, 4,2 milhões (3,7%) encontraram um novo emprego e 3,9 milhões (3,4%) passaram a procurar um novo posto de trabalho, sendo agora consideradas desempregadas. Ainda assim, 106,2 milhões (92,9%) mantiveram-se à margem do mercado de trabalho.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comentários ({{ total }})

Portugal entre países da UE onde emprego mais cresce

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião