Renováveis asseguram mais de 74% da eletricidade produzida em novembro
A energia eólica liderou a produção renovável no mês de novembro, com 34%, seguida pela hídrica, com 26,1%, da solar, com 8,4%, e da bioenergia, com 5,7%.
As fontes renováveis asseguraram 74,3% da eletricidade produzida em Portugal continental em novembro, correspondendo a 3.081 gigawatts-hora (GWh) do total de 4.147 GWh produzidos, avançou esta sexta-feira a Associação Portuguesa de Energias Renováveis (Apren).
A energia eólica liderou a produção renovável no mês de novembro, com 34%, seguida pela hídrica, com 26,1%, da solar, com 8,4%, e da bioenergia, com 5,7%, detalha a associação em comunicado.
No acumulado de janeiro a novembro, Portugal manteve-se entre os líderes europeus na transição energética, sendo o 4.º país com maior incorporação renovável na geração de eletricidade (75,1%), apenas atrás da Noruega (97,7%), da Dinamarca (88,4%) e da Áustria (82,1%).
Até novembro, o preço médio horário no Mercado Ibérico de Eletricidade (Mibel) em Portugal fixou-se nos 65,0 euros por megawatt-hora (MWh), registando-se 1.339 horas (não consecutivas) em que a geração renovável foi suficiente para suprir a totalidade do consumo de eletricidade de Portugal Continental.
Se considerado apenas o mês de novembro, registaram-se 72 horas nesse enquadramento, com um preço médio 39,7 Euro/MWh. Segundo a associação, desde janeiro o contributo das renováveis gerou uma poupança acumulada de 6.950 milhões de euros na formação do preço de mercado.
“Apenas no mês de novembro, a produção renovável permitiu evitar custos de 61 milhões de euros em gás natural importado, 68 milhões de euros em eletricidade importada e 61 milhões de euros em licenças de emissão de CO2 [dióxido de carbono]”, enfatiza. Citado no comunicado, o presidente executivo (CEO) da Apren considera que os dados de novembro “reforçam a consistência da trajetória de Portugal rumo à independência energética”.
“O crescimento de 8,1% na produção nacional, apoiado num aumento da hídrica e do solar, demonstra a resiliência do nosso mix renovável”, afirma Pedro Amaral Jorge, sustentando que “as renováveis provam, mês após mês, que são o escudo mais eficaz contra a volatilidade dos preços e a dependência externa”.
A Apren destaca ainda que o setor “continua a expandir a sua infraestrutura de forma robusta”, concretizando que, “desde 2015 até outubro de 2025, a capacidade instalada de produção renovável em Portugal aumentou em 9.323 MW, o que representa um crescimento de 75,9%”.
Já analisando um período mais recente, entre dezembro de 2024 e outubro de 2025, a capacidade aumentou 828 MW, com a associação a destacar como “grande motor deste crescimento” a energia solar fotovoltaica, com um acréscimo de 379 MW na componente centralizada e 447 MW na descentralizada. No final de outubro, as renováveis representavam 78,8% da capacidade total instalada em Portugal.
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