Bancos pagam taxa mais baixa para o Fundo de Resolução em 2026

Taxa de contribuição adicional para o Fundo de Resolução baixa no próximo ano. Ainda assim, banca mantém esforço de contribuir cerca de 250 milhões de euros para o fundo de resgate dos bancos.

Os bancos vão pagar uma taxa de contribuição adicional para o Fundo de Resolução mais baixa no próximo ano. Ainda assim, mantém-se o esforço de 250 milhões de euros de contribuições do setor para o fundo de resgates da banca.

Segundo anunciou esta segunda-feira, o Banco de Portugal determinou uma taxa base de 0,047% a suportar pelos bancos em 2026, o que corresponderá a uma receita entre 57,8 milhões e 60,1 milhões para o fundo liderado por Máximo dos Santos.

A esta contribuição adicional (cuja taxa a vigorar em 2026 baixa em relação aos 0,049% deste ano) acresce a contribuição sobre o setor bancário que permitirá ao Fundo de Resolução encaixar cerca de 191,6 milhões.

O supervisor liderado por Santos Pereira explica que a fixação da taxa da contribuição adicional leva em consideração “o objetivo de estabilização do esforço contributivo global do setor bancário para o Fundo de Resolução em valores próximos de 250 milhões de euros”. Algo que os bancos não se opuseram no processo de consulta pública.

Criado em 2012, o Fundo de Resolução tem como objetivo ‘resgatar’ os bancos em dificuldades e proteger o dinheiro dos contribuintes. Este mecanismo é financiado pelos bancos do sistema, embora possa receber empréstimos do Estado e dos bancos.

Nos últimos anos, o Fundo de Resolução interveio no BES e no Banif e suportou ainda as injeções no Novobanco, processos que abriram um ‘buraco’ de cerca de 6,5 mil milhões de euros na conta do fundo e que terá de ser coberto pelos bancos nas próximas décadas.

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