Ercros. Bondalti reduz mínimo de aceitação da OPA para 50%
Oferta estava condicionada à aceitação de mais de 75% do capital, contudo a química portuguesa baixou esta exigência para aumentar a probabilidade de sucesso da OPA, que deverá avançar após o Natal.
Com a oferta pública de aquisição (OPA) sobre a Ercros a entrar na fase final, a portuguesa Bondalti baixou o mínimo de aceitação para que a oferta tenha sucesso de 75% para 50%, criando as condições para que a operação seja concluída com sucesso. Regulador do mercado deverá divulgar prospeto da OPA após as comemorações do Natal.
Em comunicado enviado ao regulador espanhol (CNMV), a química portuguesa informou que a condição mínima de aceitação da oferta, que inicialmente era de 68.577.150 ações, representativas de 75% do capital social votante da Ercros, foi reduzida. Segundo o mesmo comunicado, a Oferta terá sucesso desde que seja aceite “por um número de ações que permita ao Ofertante adquirir pelo menos mais da metade dos direitos de voto efetivos da Ercros“. Ou seja, o sucesso da OPA fica sujeito à aceitação mínima de 45.718.100 ações da gigante espanhola.
A decisão de reduzir a condição mínima para que a OPA tenha sucesso surge antes de o regulador do mercado de capitais espanhol aprovar o prospeto da oferta, dando início ao período de aceitação, algo que deverá acontecer após as festividades do Natal, segundo a imprensa espanhola.
Este tem sido um longo processo para a empresa portuguesa, que anunciou em março do ano passado uma OPA sobre a totalidade do capital da Ercros, oferecendo uma contrapartida de 3,505 euros [ajustada ao pagamento de dividendos], um valor que avalia a empresa em 320 milhões de euros, e representa um prémio de 5,3% face à cotação de fecho desta terça-feira (3,33 euros).
A luz verde da autoridade da concorrência espanhola, a Comissão Nacional de Mercados e Concorrência (CNMC), à oferta da empresa do Grupo José de Mello sobre a Ercros chegou no final de outubro, enviando o processo para o Ministério da Economia espanhol, que deixou via aberta para a OPA no final de novembro. Sem a oposição de Madrid, a OPA está agora do lado do regulador do mercado, a CNMV, para aprovação do prospeto e publicação do anúncio da oferta, iniciando-se, posteriormente, o período de aceitação.
Depois de uma primeira reação negativa por parte dos acionistas — um grupo de 150 acionistas, com cerca de 27% do capital da gigante espanhola, chegou a anunciar que não aceitava nem a oferta da Bondalti, nem da italiana Esseco, entretanto retirada –, os analistas defendem que as condições oferecidas pela companhia lusa beneficiam as duas empresas e os investidores, abrindo caminho a um desfecho positivo para o negócio.
(Notícia atualizada)
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