Fórmula 1 regressa a Portugal em 2027 e 2028
Autódromo Internacional do Algarve estará de volta ao calendário da F1. Portugal volta a fazer parte do calendário da prova em 2027 e 2028. Impacto económico "não inferior" a 140 milhões de euros.
É oficial. A Fórmula 1 está de regresso a Portugal.
Numa publicação nas redes sociais foi anunciado que “no âmbito de um acordo de dois anos, o Autódromo Internacional do Algarve estará de volta ao calendário da F1”. Assim Portugal volta a fazer parte do calendário da prova em 2027 e 2028.
Tweet from @F1
Com um pequeno vídeo de Formula 1, no arranque da conferência de imprensa, o ministro da Economia e da Coesão resumiu: “O anúncio está feito”. Um anúncio que foi feito à mesma hora em Londres. Uma combinação acertada a semana passada entre a FIA e o secretário de Estado do Turismo, que se deslocou a Londres para concluir as negociações. A data da realização do Grande Prémio só vai ser conhecida em junho de 2026, quando for definido o calendário do Campeonato do Mundo de 2027.
As negociações começaram há várias meses e, em agosto, o primeiro-ministro deu uma primeira nota sobre o tema, revelando na altura a possibilidade deste desporto poder regressar a Portugal. Portimão é a cidade escolhida para acolher as provas de F1, 24 anos depois.
Em cada um dos anos são esperados cerca de 200 mil visitantes: 150 mil espectadores, dos quais mais de metade internacionais, e o envolvimento de mais de 50 mil profissionais.
Sublinhando a “boa notícia” para Portugal , o ministro da Economia sublinhou que o regresso da F1 terá um “impacto económico não inferior a 140 milhões de euros”, em cada ano, já que “em cada um dos anos são esperados cerca de 200 mil visitantes: 150 mil espectadores, dos quais mais de metade internacionais, e o envolvimento de mais de 50 mil profissionais”.
Castro Almeida garantiu ainda que “os custos para o Estado português são inferiores à receita esperada de imposto sobre a atividade económica associada”.
Explicando que não pode dar detalhes sobre as contrapartidas, já que ainda há países que estão a negociar com a FIA, o ministro da Economia garante que Portugal “oferece, por natureza, contrapartidas importantes como destino qualificado, com um excelente autódromo, com características invulgares e fator distintivo”, explicou. Mas deixou a garantia: “O envolvimento financeiro é de valor que não é expressivo e vai ser compensado pelos impostos que vão ser cobrados”.

Questionado diretamente, em conferência de imprensa, sobre se os custos desta prova seriam superiores a 50 milhões de euros, Castro Almeida disse apenas que serão inferiores a este valor nos dois anos, mas insistiu que “não haverá saldo negativo para a economia nacional”.
O governo sublinhou a importância da notícia para o turismo português e o facto de ser uma prova do “dinamismo” do país, que passa a “integrar o grupo restrito de países que podem receber” esta modalidade desportiva.
O ministro da Economia notou ainda que será uma “grande oportunidade para Algarve como destino diversificado e uma “excelente promoção da imagem de Portugal junto de quase mil milhões de pessoas”. Aludiu a um país com “capacidade de atrair eventos mais exigentes à escala mundial”.
Segundo Castro Almeida, cada um dos Grandes Prémios tem cerca de 900 milhões de seguidores ao longo de quatro mil horas de transmissão televisiva.
Perante este elevado número de espectadores e questionado sobre o impacto do congestionamento no aeroporto de Lisboa, reconheceu que “se em 2027 tudo estivesse como está hoje, seria um grave problema”. Porém, acrescentou a “convicção de que a situação das entradas estará francamente melhor” nessa altura.
Estas vão ser as 19.ª e 20.ªs edições do Grande Prémio de Portugal, novamente no Algarve, depois das corridas iniciais (em 1958 e 1960) no circuito da Boavista, no Porto; a de 1959 em Monsanto, em Lisboa; e entre 1984 e 1996 no Autódromo do Estoril, em Cascais.
A Fórmula 1 regressou a Portugal em 2020, após 24 anos de ausência do Mundial, na sequência da reorganização dos calendários devido à pandemia de Covid-19, para a primeira de duas edições em Portimão, que vai voltar ao Mundial.
O britânico Lewis Hamilton, sete vezes campeão do mundo, então na escuderia Mercedes, venceu as duas últimas corridas em solo luso.
Estudar a melhor forma de rentabilizar o autódromo do Estoril
Por outro lado, o ministro da Economia explicou que o Autódromo do Estoril não estava a ser equacionado nas negociações que decorreram com a FIA
O presidente da Câmara de Cascais, em entrevista ao Jornal de Negócios esta segunda-feira, revelou que propôs à Parpública ficar a gerir o Circuito do Estoril por 12,5 milhões de euros, por um prazo de até 75 anos.
A autarquia traçou um plano que prevê, caso a proposta seja aceite, um concurso público para pôr privados a investir 150 milhões de euros com a ambição do regresso da Fórmula 1 ao autódromo que entrou na esfera pública em 1997.
Sobre esta possibilidade, Castro Almeida explicou que as negociações “estão a decorrer há muitos meses” e que as “conversas com a FIA vinham de muito antes” de o Estoril ser uma opção. “Não era uma possibilidade” para 2028, frisa.
Mas “posteriormente podemos ter conversas com a câmara de Cascais”, completou.
(Notícia atualizada pela última vez às 10h15)
Assine o ECO Premium
No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.
De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.
Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.
Comentários ({{ total }})
Fórmula 1 regressa a Portugal em 2027 e 2028
{{ noCommentsLabel }}