Portugueses usam subsídio e gastam 398 euros em presentes de Natal
Estudo do IPAM mostra que 49% dos inquiridos alterou hábitos devido à conjuntura económica e que o subsídio de Natal volta a ser determinante no orçamento das famílias.
Neste Natal, os portugueses vão continuar a abrir os cordões à bolsa na hora de comprar os presentes de Natal. Em média, cada pessoa vai gastar 398 euros, mais seis euros que o ano passado, de acordo com um estudo realizado pelo Instituto Português de Administração e Marketing (IPAM). A maioria utiliza uma parte significativa do subsídio nas compras natalícias.
O inquérito mostra que 85% dos entrevistados recebe subsídio de Natal, sendo que 34% pretende gastar entre 26% e 50% desse valor em presentes. Apenas 1% não vai usar esse dinheiro para efetuar compras natalícias, enquanto 3% gastará a totalidade do subsídio em compras de Natal.

O estudo “Compras de Natal” confirma que os portugueses continuam a ajustar comportamentos para controlar despesas. Quase metade dos inquiridos (49%) alterou hábitos devido à conjuntura económica através da redução de custos com compras de natal (41%), diminuição do número de pessoas a quem oferecem presentes (32%) e antecipação e planeamento das compras (27%).
Quase seis em cada dez portugueses (57%) fazem as compras de Natal em dezembro, enquanto 39% optam por antecipá-las, de acordo com o estudo realizado pelo IPAM. Nas compras antecipadas, o fator mais importante é conseguir preços mais baixos, aproveitar as promoções como Black Friday, evitar a concentração de pessoas e garantir a entrega atempada dos produtos, comprados online. O período de saldos após o Natal é referido como opção por 4% dos inquiridos.
“Os dados deste ano mostram que o consumidor português preserva as tradições do Natal, mas fá-lo com maior sentido de prioridade e com uma atenção constante ao impacto da inflação”, afirma a docente e coordenadora da licenciatura em Gestão de Marketing no IPAM Porto, e responsável pelo estudo. “O ligeiro aumento do valor médio gasto não traduz maior poder de compra, traduz a necessidade de manter rotinas familiares numa conjuntura desafiante. Destaca-se, acima de tudo, a importância das crianças nas decisões de compra e a procura de soluções que permitam equilibrar celebração e contenção”, afirma Mafalda Ferreira.
O ligeiro aumento do valor médio gasto não traduz maior poder de compra, traduz a necessidade de manter rotinas familiares numa conjuntura desafiante.
Apesar disso, as crianças mantêm prioridade absoluta nas compras de presentes, tal como verificado no ano passado. Entre as famílias com filhos, 100% afirmam comprar prendas para crianças e 78% para o marido e/ou mulher, e apenas 12% da amostra total declara que não vai oferecer presentes, um valor bastante inferior aos 21% registados em 2024.

Nos produtos para crianças até 12 anos, brinquedos lideram com 36,2%, seguindo-se roupa e calçado (20,2%) e livros (17%). Para adolescentes, entre 12 e 18 anos, a preferência recai novamente sobre roupa/sapatos (37%) e jogos eletrónicos (19%). Nos adultos, destacam-se roupa/sapatos (23%), acessórios (20%) e livros (18%).
Compras online ganham terreno
O estudo do IPAM, realizado entre 22 de novembro e 7 de dezembro, mostra o e-commerce está a ganhar expressão, com 34% dos portugueses a comprar exclusivamente online (face aos 27% registados em 2024).
Ainda assim, os centros comerciais continuam a ocupar um papel relevante, sendo a principal escolha de 18% dos inquiridos, acima dos que combinam este tipo de espaço com comércio de rua. Este valor traduz uma descida face a 2024, quando os centros comerciais eram a escolha de 21% dos consumidores. O comércio de rua é opção para apenas 9% dos inquiridos.
Uma parte significativa da amostra (52%) irá comprar alimentos específicos para esta quadra, sendo o gasto médio de 150 euros. Destaca-se o bacalhau que será comprado 65% dos inquiridos que realizam compras de alimentos nesta quadra, seguido do bolo-rei (62%) e outros doces típicos desta época. Por outro lado, 8% dos inquiridos afirmam que irão comprar refeições prontas para os dias festivos.
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