As principais tendências de branding para 2026, de acordo com a Shift

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O ano “pertence às marcas que ousam ser imperfeitas, participativas e corajosas na tecnologia, comunicando emoção e cultura”, aponta a agência.

O foco nas marcas passa por experiências sensoriais e emocionais, autenticidade, envolvimento comunitário e a integração da inteligência artificial como catalisadora. Estas são algumas das tendências que, segundo a Shift, vão marcar o branding em 2026.

O horizonte de 2026 aponta para uma mutação subtil, mas profunda, no modo como percecionamos e fabricamos marcas”, apontaMiguel Reis, diretor criativo da agência. “Mais do que visíveis, as marcas verdadeiramente relevantes serão as mais sentidas, vividas e incorporadas nas experiências, culturas e dinâmicas humanas”, diz citado em comunicado.

A primeira tendência destacada centra-se nos ecossistemas sensoriais e emocionais, onde o valor da presença da marca ultrapassa o logotipo e o website, definindo-se pela experiência emocional e pela relação contínua e humana com os públicos, promovendo a co-criação e a escuta ativa.

A estética das marcas deixa de ser definida apenas pela visão, passando a criar atmosferas ligadas ao estado emocional dos seus públicos. As marcas procuram manifestar-se com textura, imperfeição e verdade, valorizando “falhas” intencionais e sobreposições que comunicam autenticidade.

A comunidade torna-se o centro da equação, onde o envolvimento substitui o simples alcance. A ativação da marca acontece em canais diretos, grupos fechados, eventos híbridos, fóruns e projetos colaborativos, partilhando o “palco” com os seus públicos como caminho para o sucesso.

No que respeita à inteligência artificial (IA), esta transita de uma promessa futurista para uma infraestrutura invisível presente em quase todas as interações. Contudo, a IA não substitui o que é verdadeiramente humano. O seu valor está em libertar as equipas criativas do “ruído mecânico”, permitindo-lhes focar-se no significado, emoção e autenticidade das marcas, que continuam a precisar de uma “alma que só nasce em quem sente”.

A demonstração do propósito ganha relevância: mais do que palavras, importa agir coerentemente. O propósito deixa de ser um mero símbolo para ser um critério fundamental e visível na operação e comunicação da marca em todas as plataformas, tornando-se o principal fator de respeito e reconhecimento.

Finalmente, a presença emocional ativa é um traço distintivo das marcas mais fortes, que são descritas como “inquietas”. O branding passa a ser uma ferramenta que cria ligação, ultrapassando a mera visibilidade, com a escuta atenta, empatia na criação e verdade na resposta. O valor reside na forma como envolvem o público e permanecem na memória emocional.

Para 2026, a Shift destaca que o ano “pertence às marcas que ousam ser imperfeitas, participativas e corajosas na tecnologia, comunicando emoção e cultura”. Sublinham que “a autenticidade é, sem dúvida, a palavra de ordem”.

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