Lidl aumenta salário de entrada para mil euros brutos a partir de janeiro

Salário de entrada no Lidl sobe dos atuais 900 euros para mil euros no próximo ano. Retalhista alemã indica que é o "maior investimento salarial" que alguma vez fez, avaliado em 12 milhões de euros.

O Lidl decidiu avançar com um aumento de 100 euros no salário de entrada dos seus trabalhadores, puxando-o para os mil euros brutos mensais a partir de janeiro do próximo ano. Essa subida corresponde ao dobro do reforço fixado pelo Governo para o salário mínimo nacional, que subirá 50 euros chegando aos 920 euros mensais em 2026.

“O Lidl Portugal vai realizar em 2026 o maior investimento salarial da sua história, num total superior a 12 milhões de euros. Esta estratégia reforça a robustez de um pacote remuneratório que tem como ponto de partida os mil euros brutos mensais, com uma jornada de 40 horas semanais”, informa a retalhista numa nota enviada esta quinta-feira às redações.

Este aumento — que entra em vigor em janeiro — abrange tanto os operadores de loja e entreposto, como os escriturários e chefes de secção, adianta o Lidl.

Soma-se ainda o subsídio de refeição de 9,6 euros por dia, o que significa que, num mês com 22 dias úteis, o pacote salarial de entrada no Lidl passará a rondar os 1.211 euros brutos em 2026.

“A valorização acompanha o percurso na empresa: ao atingir o último escalão da função, o salário base de um operador sobe para os 1.250 euros, elevando o pacote salarial global para cerca de 19.800 euros anuais”, destaca o Lidl.

Em comunicado, a retalhista sublinha também que a valorização dos trabalhadores vai além da componente financeira, pelo que garante a todos os trabalhadores, independentemente da sua carga horária, um seguro de saúde (extensível ao agregado familiar com condições especiais), e acesso gratuito a serviços de aconselhamento financeiro, jurídico e psicológico.

"Esta política de cuidado é indissociável da garantia de estabilidade oferecida pela insígnia, que aposta na integração nos quadros através de contratos sem termo para todas as funções.”

Lidl

“Esta política de cuidado é indissociável da garantia de estabilidade oferecida pela insígnia, que aposta na integração nos quadros através de contratos sem termo para todas as funções, eliminando modelos de precariedade”, nota o Lidl.

“Esta segurança é acompanhada por um modelo de progressão anual transparente, com aumentos mínimos de 5%, permitindo que muitos colaboradores acumulem dois reforços salariais no mesmo ano”, acrescenta a mesma fonte.

Esta retalhista emprega hoje mais de oito mil trabalhadores distribuídos em 280 lojas de norte a sul do país, quatro direções regionais, entrepostos e a sua sede.

O Governo aprovou esta quarta-feira em Conselho de Ministros um reforço de 50 euros do salário mínimo nacional, que passará, assim, para 920 euros em janeiro. Desta vez, cumpre-se a trajetória prevista no acordo assinado em outubro de 2024 na Concertação Social entre o Executivo, as quatro confederações empresariais e a UGT.

(Notícia atualizada às 12h54)

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comentários ({{ total }})

Lidl aumenta salário de entrada para mil euros brutos a partir de janeiro

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião