Lobito garante financiamento de 753 milhões de dólares para projeto liderado pela Mota
Parceria integrada pela Mota-Engil, que tem a concessão do Corredor do Lobito, ficará a cargo do projeto, que representa um investimento "sem precedentes" do organismo americano em África.
- Foi assinado um acordo de financiamento de 753 milhões de dólares para modernizar 1.300 km do Corredor do Lobito, liderado pela Mota-Engil.
- O financiamento é assegurado pela U.S. International Development Finance Corporation e pelo Development Bank of Southern Africa, destacando a importância do projeto para a economia angolana.
- Este investimento estratégico poderá aumentar a capacidade de transporte do Lobito em dez vezes e reduzir custos de transporte em até 30%.

Já está assinado o acordo de financiamento de 753 milhões de dólares (641,7 milhões de euros) que vai permitir modernizar 1.300 km do Corredor do Lobito, em mais um grande projeto que será liderado pela portuguesa Mota-Engil, que tem a concessão do corredor do Lobito.
O acordo de financiamento para a reabilitação da linha ferroviária que liga o Porto do Lobito e a cidade do Luau, na fronteira angolana, uma das principais rotas de exportação de metais e minerais críticos, foi assinado em Washington pela U.S. International Development Finance Corporation (DFC), que pertence ao estado norte-americano, e pelo Development Bank of Southern Africa (DBSA), adianta o organismo criado por Donald Trump, em comunicado.
O DFC assegurou a maior fatia do financiamento (553 milhões de dólares), enquanto o DBSA entrou com os restantes 200 milhões.
“A assinatura do acordo com a DFC, o DBSA e o Governo de Angola marca o culminar de uma colaboração de longa data, juntamente com o nosso parceiro, a Trafigura, para o desenvolvimento do Corredor de Lobito”, comenta Manuel Mota, Deputy CEO da Mota-Engil e líder da atividade do grupo em África. “Este acordo estratégico irá expandir a capacidade de transporte, reduzir os custos de trânsito e abrir o acesso às regiões ricas em minerais da República Democrática do Congo e da Zâmbia“, realça o empresário português, acrescentando que “a participação da Mota-Engil sublinha o seu compromisso em fornecer uma infraestrutura que apoie as prioridades nacionais de Angola, a diversificação económica e a conectividade regional”.
Este acordo estratégico irá expandir a capacidade de transporte, reduzir os custos de trânsito e abrir o acesso às regiões ricas em minerais da República Democrática do Congo e da Zâmbia. A participação da Mota-Engil sublinha o seu compromisso em fornecer uma infraestrutura que apoie as prioridades nacionais de Angola, a diversificação económica e a conectividade regional.
“Este financiamento estratégico não só permite mais investimento no projeto, como também reforça a confiança na capacidade institucional de Angola para atrair o interesse em iniciativas de infraestruturas de classe mundial”, remata Manuel Mota.
A empresa portuguesa tem estado a trabalhar no desenvolvimento do Corredor do Lobito desde que a concessão foi entregue à Lobito Atlantic Railway (LAR), na qual detém uma participação de 49,5% e que inclui ainda a Trafigura e a Vecturis.
O ministro dos Transportes angolano, Ricardo Viegas D’Abreu, destacou que “este financiamento destaca-se pela sua escala sem precedentes e importância estratégica”. “Com este financiamento, a LAR reforçará as suas capacidades operacionais, garantindo que a ferrovia opere em todo o seu potencial e contribua para o crescimento económico sustentado em Angola e em toda a região“, apontou.
O projeto, que volta a colocar o grupo de construção português no centro de mais uma grande obra, surge na sequência de uma parceria estratégica dos EUA com a República Democrática do Congo e de Ruanda fechada após a assinatura do acordo de paz, mediado por Donald Trump, e assinado em Washington, esta quinta-feira, 4 de dezembro. Uma parceria que o presidente dos EUA que aproveitar para dinamizar investimentos americanos no setor da mineração na região.
Segundo o comunicado, este investimento de Washington deverá “aumentar a capacidade de transporte do Lobito em dez vezes, para 4,6 milhões de toneladas métricas, além de reduzir o custo do transporte de minerais críticos em até 30%”.
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