BRANDS' ECOSEGUROS O horizonte dos seguros em 2026 e os desafios tecnológicos

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  • 18 Dezembro 2025

Saiba quais são os principais desafios tecnológicos do mercado segurador.

O setor segurador entra em 2026 num período de transformação, onde a tecnologia, a regulamentação e as exigências dos clientes convergem para redefinir o panorama competitivo. Para os líderes de tecnologia e stakeholders de seguros, o ano que se avizinha representa uma conjuntura para incorporar inovação estratégica.

Paulo Ferreira, Product Management Director da Cleva

Identificamos os seguintes temas como os principais desafios tecnológicos do mercado segurador, em 2026.

Os imperativos tecnológicos: modernização das fundações e escalar a IA

1. Enfrentar a barreira dos sistemas legacy:

Os sistemas desatualizados continuam a ser um dos maiores obstáculos à agilidade. Os recursos humanos nestas tecnologias são escassos, os sistemas carecem das API necessárias para fácil integração e representam riscos de segurança e conformidade. A conjuntura de crescimento da atividade seguradora, a oferta no mercado de soluções para a modernização e a procura dos clientes e colaboradores por inovação são as condições que estão reunidas para este processo de mudança acontecer, tão exigente quanto fundamental. O processo de modernização requer liderança executiva e o apoio das áreas de negócio e TI, pois vão definir o que será a companhia nos próximos anos.

2. Utilização de IA em escala e de forma responsável:

O desafio das seguradoras é ir além das provas de conceito de IA em pequena escala para integrar soluções em processos de subscrição, sinistros e relação com o cliente. A sua adoção tem desafios que é preciso abordar, tais como:

  • Pouca qualidade e silos de dados: esta continua a ser a maior barreira. Os sistemas desatualizados e arquiteturas de dados fragmentadas impedem a visão unificada necessária para operar os modelos de IA.
  • Lacuna de talento e cultura: há uma escassez de talento qualificado e especializado na utilização da IA e uma necessidade de implementar uma cultura de exploração e utilização de IA.
  • Medição do ROI: é essencial criar as condições para avaliar as iniciativas e tomar decisões de investimento sustentadas.

O equilíbrio regulatório e operacional

As seguradoras operam num rigoroso quadro legislativo e regulamentar, embora exista da parte dos reguladores uma vontade de simplificação, que o mercado aguarda atentamente.

1. Navegar a onda regulatória digital

  • Regulamentos europeus como o DORA (Digital Operational Resilience Act) e o EU AI Act estão a requerer a atenção das seguradoras. Em particular o AI Act vai exigir das seguradoras a implementação sistemas que expliquem e auditem a utilização da IA.

2. Cibersegurança e resiliência operacional

  • Com o aumento da digitalização e da utilização de fornecedores terceiros, a cibersegurança e a resiliência operacional serão cada vez mais prioridades. O DORA exige investimentos em resiliência cibernética e na atualização constante do software para mitigação das vulnerabilidades e risco de ataque.

Oportunidades estratégicas: ecossistemas e eficiência dos processos

Perante estes desafios, existem também oportunidades para as seguradoras ganharem eficiência operacional, reduzindo os seus custos e melhorando o seu nível de serviço aos clientes e parceiros.

  • Ecossistemas digitais: sendo um caminho que as companhias têm percorrido nos últimos anos, é fundamental dar um salto para um maior nível de integração, mais estandardizado e seguro e com uma experiência de utilização mais integrada. Estes são pontos fundamentais na construção de modelos de negócio ágeis e eficientes, alavancando o crescimento a partir de uma base sustentável e resiliente.
  • Eficiência dos processos: os crescentes custos com sinistros têm criado pressão sobre as companhias de seguros, sendo necessário melhorar a eficiência dos processos para reduzir os custos operacionais. Neste sentido, a modernização, o repensar dos processos há muito estabelecidos e a utilização de novas ferramentas são apostas para a efetiva melhoria da eficiência dos processos.

O sucesso no mercado segurador na vertente tecnológica dependerá da capacidade de unificar três elementos centrais: modernização tecnológica, conformidade regulatória proativa e eficiência operacional para resolver problemas reais de negócio e entregar valor aos clientes, parceiros e colaboradores.

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