Certificados de Aforro captam mais 5 mil milhões de euros este ano

Famílias estão a aplicar, em média, mais de 450 milhões de euros por mês nos Certificados de Aforro este ano. Até novembro já apostaram mais de 5 mil milhões.

Os Certificados de Aforro continuam a atrair a poupança das famílias portuguesas. Os dados até novembro mostram que os aforradores já aplicaram mais de 5 mil milhões de euros, em termos líquidos, neste produto de poupança do Estado, ‘apostando’ em média mais de 450 milhões por mês.

Em novembro, as subscrições líquidas de resgates foram de 373,3 milhões de euros, mais 24 milhões em relação ao mês anterior, de acordo com os dados divulgados esta sexta-feira pelo Banco de Portugal.

Há 14 meses seguidos que se verifica um aumento do valor investido nos Certificados de Aforro e onde as famílias portuguesas já têm aplicados quase 40 mil milhões de euros (exatamente 39,76 mil milhões) das suas poupanças, o valor mais elevado de sempre.

A melhoria da remuneração dos Certificados de Aforro, em contraste com a pobre taxa de juro dos depósitos bancários, tem aguçado o apetite por este tipo de poupança.

Em novembro, a taxa de juro base dos Certificados de Aforro subiu para 2,044%, à boleia do aumento da Euribor a três meses, o indexante utilizado para calcular o rendimento base destes títulos e que deverá continuar subir nos próximos meses.

Já as novas aplicações em depósitos renderam uma média de 1,37% em outubro (últimos dados disponíveis), subindo em relação ao mês anterior e quebrando um ciclo de descidas que durava há quase dois anos.

Certificados do Tesouro ‘perdem’ 1,8 mil milhões

Já os Certificados do Tesouro tiveram o maior decréscimo em dois anos e meio, tendo ‘perdido’ cerca de 262 milhões de euros no mês passado. Desde o início do ano os portugueses já retiraram 1,79 mil milhões destes certificados.

Estão agora alocados menos de 8 mil milhões de euros nestes títulos, o valor mais baixo da última década, refletindo uma tendência de saída de dinheiro que se verifica desde novembro de 2021, há quatro anos.

Apesar da quebra nos Certificados do Tesouro, a subida mais expressiva nos Certificados de Aforro permitiu um aumento do valor das poupanças que as famílias confiam ao Estado para um novo máximo de sempre: 47,7 mil milhões de euros.

(Notícia atualizada às 11h43)

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