É oficial. Portugal passa a ter um único operador de garantias às empresas

Resultante da fusão da Norgarante, Lisgarante, Garval e Agrogarante, a nova sociedade liderada por José Furtado arranca com um capital social superior a 216 milhões de euros.

Cinco meses após a aprovação pelos acionistas em assembleia geral, as quatro sociedades operacionais do sistema português de Garantia Mútua concretizaram esta quinta-feira, notarialmente, a sua fusão. Portugal passa assim a ter um único operador de garantias às empresas.

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A nova SGM – Sociedade de Garantia Mútua arranca com um capital social superior a 216 milhões de euros e promete tirar partido das 22 agências da Norgarante, Lisgarante, Garval e Agrogarante para “incrementar o apoio a todos os setores da economia”

A instituição fala num processo de concentração conduzido pela administração única das quatro sociedades “num ambiente de consenso e cooperação” entre todos os stakeholders. Com cerca de 80% do capital detido por empresas privadas, o Banco Português de Fomento, que propôs esta fusão em novembro de 2023, é um dos acionistas de referência.

Em 2025, o volume de garantias financeiras prestadas correspondeu a 5 mil milhões de euros de financiamento, praticamente dez vezes mais do que tinha sido efetuado em 2024, segundo os dados disponibilizados esta sexta-feira pela nova SGM.

José Furtado, CEO da Garantia Mútua

O CEO José Furtado realça “o legado de duas décadas das sociedades que consolidaram a sua credibilidade e competência junto das empresas e empresários, afirmando-se como parceiros financeiros de referência, em bons e maus momentos”.

“Reinventar o sistema de garantia mútua significa hoje ganhar escala, robustez e eficiência para melhor corresponder aos novos desafios na economia”, acrescenta o presidente da comissão executiva e antigo presidente da Águas de Portugal, citado em comunicado.

Desde 1994 até final de outubro, o sistema português de garantia mútua diz ter apoiado mais de 155 mil empresas portuguesas no acesso a financiamento para investimento em equipamento produtivo, modernização, inovação, expansão, internacionalização ou concentração.

Segundo dados oficiais, com perto de 387 mil garantias contratadas nestas três décadas, cujo montante agregado atingiu cerca de 28 mil milhões de euros, terão ajudado a criar ou a manter mais de dois milhões de postos de trabalho no país.

A 31 de outubro, o valor da carteira viva da garantia mútua ascendia a 3,7 mil milhões de euros. Contabilizava 75.968 garantias ativas, contratadas por 55.512 entidades, sobretudo PME.

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