PS de Gaia nega acordo com PSD para candidatura à CCDR Norte
"É falso que o PS apoie, em concreto, os nomes indicados pelo PSD para as CCDR's e vice-versa", assegura João Paulo Correia, líder da concelhia do PS de Gaia.
O Partido Socialista de Vila Nova de Gaia veio, esta sexta-feira, negar a existência de qualquer tipo de acordo com o PSD para Álvaro Santos, vice-presidente da autarquia, se candidatar à liderança da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N). E acusa os social-democratas de “falta de compromisso” com os gaienses.
“O PS Gaia rejeita apoio pessoal à candidatura do vice-presidente [do município gaiense] à CCDR-N e lamenta a falta de compromisso do PSD com Gaia”, começa por assegurar, num comunicado, o presidente do PS Gaia, João Paulo Correia, que perdeu as eleições autárquicas de 12 de outubro para o social-democrata Luís Filipe Menezes. Aliás, reitera, “é falso que o PS apoie, em concreto, os nomes indicados pelo PSD para as CCDR’s e vice-versa“.
João Paulo Correia reage, assim, a uma publicação nas redes sociais do autarca Luís Filipe Menezes em que dá conta de que esta quinta-feira o primeiro-ministro “Luís Montenegro e o secretário-geral do PSD [Hugo Soares] confirmaram a aceitação [da sua proposta de Álvaro Santos para presidente da CCDR-N] e também o apoio do Partido Socialista a essa eleição“.
O PS Gaia rejeita apoio pessoal à candidatura do vice-presidente [do município gaiense] à CCDR-N e lamenta falta de compromisso do PSD com Gaia.
Em reação, João Paulo Correia assegura que “o acordo nacional entre PS e PSD assenta na indicação dos candidatos a presidente feita pelo partido mais representado na região em causa”, pelo que “não pressupõe que o principal partido da oposição, nessa mesma região, manifeste qualquer apoio explícito aos nomes em causa“.
Álvaro Santos é o nome apoiado pelo PSD para suceder a António Cunha, que preside àquele organismo desde 2020 e tenciona voltar a recandidatar-se. As eleições estão marcadas para 12 de janeiro para eleger os próximos presidentes das CCDR e um vice-presidente, já que os restantes cinco são escolhidos pelo Executivo.
O socialista considera que a candidatura do número dois da autarquia “é mais um incidente que marca um início de mandato turbulento e que acarreta instabilidade desnecessária na condução do executivo camarário”. Sobretudo, quando, assinala, “o ainda vice-presidente foi apresentado em campanha eleitoral como especialista e responsável pela promessa de construção de 4.000 habitações públicas até 2030. Com a sua saída, está-se, obviamente, perante uma decisão que defrauda as expectativas dos cidadãos”.
Por isso mesmo, acusa João Paulo Correia, “a saída do vice-presidente da Câmara Municipal de Gaia, ao fim de 45 dias de mandato, revela a falta de compromisso do PSD com Vila Nova de Gaia, o terceiro concelho mais populoso do país”.
Esta sexta-feira, numa publicação nas redes sociais, o autarca Luís Filipe Menezes contextualizou a candidatura do seu número dois à CCDR-N: “Há 15 dias atrás propus ao presidente do PSD e primeiro-ministro a candidatura do meu vereador Álvaro Santos para presidente da CCRN”. Desde então, Luís Filipe Menezes tem vindo a “preparar a solução para uma substituição imediata, competente e com futuro”, lê-se na sua página de Facebook.
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