União Europeia prolonga sanções económicas à Rússia por mais seis meses
O Conselho da UE anunciou a prorrogação do regime de sanções contra a Federação Russa até 31 de julho de 2026 devido à "guerra de agressão e sem provocações".
A União Europeia (UE) prolongou esta segunda-feira as sanções económicas contra a Rússia por mais seis meses, por causa da invasão à Ucrânia, há quase quatro anos.
Em comunicado, o Conselho da UE anunciou a prorrogação do regime de sanções contra a Federação Russa até 31 de julho de 2026 devido à “guerra de agressão e sem provocações” que desencadeou o maior conflito em território europeu desde a Segunda Guerra Mundial. As sanções abrangem vários setores, da energia aos bens de luxo.
Em simultâneo, o Conselho da UE anunciou sanções contra outros dois responsáveis russos, Dmitry Gordeev e Lyudmila Balandina, que acusa de “graves violações dos direitos humanos”, de “repressão da sociedade civil e da oposição democrática” e de comprometerem a democracia e o Estado de direito na Rússia.
Dmitry Gordeev, um juiz que exerce funções em Moscovo, é acusado de decisões com “motivações políticas” contra opositores ao regime do Presidente Vladimir Putin e defensores dos direitos humanos. Lyudmila Balandina é uma procuradora que a UE acusa de perseguir ativistas que lutam pelos direitos humanos na Rússia e críticos da invasão à Ucrânia.
Como acontece com todas as pessoas e organizações sujeitas a sanções da UE, o incluídos na lista estão proibidos de viajar para qualquer país do bloco comunitário, de fazer quaisquer transações comerciais e todos os bens que tenham no território europeu ficam congelados.
Em termos globais, as sanções europeias relativas ao regime russo aplicam-se a mais de 2.700 pessoas singulares e coletivas. A Ucrânia tem contado com ajuda financeira e em armamento dos aliados ocidentais desde que a Rússia invadiu o país, em 24 de fevereiro de 2022. Os aliados de Kiev também têm decretado sanções contra setores-chave da economia russa para tentar diminuir a capacidade de Moscovo de financiar o esforço de guerra na Ucrânia.
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